De acordo com informações do site do jornal 'O Estado de São Paulo' em reportagem publicada nesta sexta-feira, 06, um grupo de pessoas foi detido na região do Vale do Paraíba, próximo à cidade de Taubaté, em São Paulo, ao ser flagrado pichando o patrimônio público. O caso aconteceu no bairro do Barranco e as pichações tinham conotação polícia, com frases como "Não ao Golpe", fazendo uma referência ao impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. Entre os detidos, estavam dois estudantes e uma professora universitária, que nega a versão oficial da polícia militar. 

Após pichações, grupo foi esclarecer fatos

Segundo os agentes da lei, no momento da prisão, os estudantes acabavam de pichar a frase "Não ao Golpe" e foram pegos com a lata de tinta nas mãos.

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Os dois estudantes pegos em flagrante tem 19 e 20 anos de idade. Enquanto eles escreviam a frase, a professora estava dentro de um veículo esperando. A detenção foi feita durante uma ronda comum, ou seja, não houve qualquer denúncia contra o grupo, houve azar mesmo. 

Professora disse que houve mal-entendido 

Em entrevista ao Estadão, a professora se identificou como Angela Loures, de 54 anos. Segundo ela, os alunos estavam apenas fazendo uma faxina contra o ódio, que teria sido espalhado por Taubaté. A docente disse que primeiro os escritos estavam sendo rabiscados para depois passar a tinta branca por cima. Ela garantiu ainda que nenhuma mensagem poderia ser lida depois do recurso utilizado pelo grupo.

Após a detenção, o grupo foi parar na delegacia, mas depois de depoimentos e da abertura de um registro de ocorrência, eles foram liberados.

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Pichação é considerado um crime ambiental e pode levar até a um ano de prisão, além de multa que pode chegar a R$ 15 mil. O jornal procurou a faculdade onde a professora dá aulas. Em nota, a Universidade de Taubaté disse que não comentava atitudes pessoais de seus quadros, pois o ocorrido foi fora do horário em que Angela presta serviço educacional. 

Protestos que não deram 'likes'

Recentemente, protestos de gosto duvidoso geraram muitas críticas na internet. Um deles também envolveu uma professora, que defecou em cima de uma foto do deputado federal  Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro. Dias antes, o parlamentar havia feito uma espécie de homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, considerado um dos maiores torturadores da ditadura.  #Lula #Dilma Rousseff #Impeachment