Nesta segunda-feira, 09, uma das advogadas que recebeu a tarefa de escrever o documento de impeachment da presidente da república Dilma Rousseff disse que estava "indignada" com uma polêmica notícia que mobilizou o país. O nome da advogada, que também é professora da USP é Janaína Paschoal. A polêmica da vez era a tentativa de anulação da sessão da Câmara dos deputados realizada no dia 17 de abril, que decidiu pelo prosseguimento do #Impeachment. Quem anulou a sessão através de sua assinatura foi o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, do PP. Para Janaína, o deputado federal está a serviço do Partido dos Trabalhadores (PT) e teve uma atitude que precisa ser vista com muita gravidade. 

Janaína Paschoal ainda concluiu que Waldir não tem poder para dar sua decisão, que foi completamente monocrática, ignorando o voto de 367 deputados e até o Senado, que nesta quarta-feira, 11, vota o afastamento da líder petista.

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A professora da USP ainda chamou a gestão da presidente Dilma de "ditadura disfarçada" e que por conta disso se espera de tudo do processo de impedimento. As declarações dela foram dadas por telefone em entrevista à rádio Jovem Pam. Paschoal revelou ainda que não pretendia fazer "ilações", justificando que o impedimento já tinha o seu rito aprovado pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavacki decidiu afastar o deputado federal Eduardo Cunha da presidência da Câmara. Para ela, o fato de reconhecer a denúncia que partiu da Procuradoria-Geral da República ainda no ano passado.

A advogada ainda disse que a atitude de Waldir do Maranhão era um "golpe" de alguém que respondia a inúmeros processos e que não tinha a menor legitimidade. Horas depois de Maranhão cancelar a sessão do impeachment, pedindo que uma nova votação fosse realizada em breve, o presidente do Senado, Renan Calheiros, manteve o cronograma da votação, que pode durar mais de vinte horas e que começa às nove horas da manhã.

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Já existe um movimento na Câmara que quer pedir agora a cassação de Waldir por quebra de decoro. Até o partido dele, o Partido Progressista (PP) deve expulsar o parlamentar da legenda.  #Lula #Dilma Rousseff