A Empresa Brasil de Comunicação, a EBC, já começou a parar de usar o termo "presidentA" para se referir à Dilma Rousseff. A palavra que até então não constava na língua portuguesa foi uma ingerência da petista, que usou o termo para reafirmar a força e a novidade de uma mulher assumir o poder no #Governo federal. O 'A' em "presidente"  gerou muitas discussões e brincadeiras. Outras palavras unissex são designadas para nomes de profissões. Caso a regra de Dilma valesse para todas as profissões, estudante seria "estudanta", atendente vira "atendenta" e por aí vai. 

Já homens que tem profissões terminadas com 'A' nunca ganharam um 'O' no nome.

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Afinal, nunca ninguém foi ao "dentisto" ou ao "analisto". A mudança no termo presidenta já está valendo na TV Brasil, Agência Brasil e Radiobrás. Outras rádios vinculadas à EBC devem efetivar as mudanças aos poucos, como aponta uma reportagem da 'Folha de São Paulo' desta terça-feira, 31. A queda do nome "presidenta" apareceu depois do afastamento de Dilma da presidência.

Quem assumiu o governo foi o presidente em exercício Michel Temer. Uma das suas primeiras atitudes ao tomar o poder foi retirar o diretor-presidente da EBC, Ricardo Melo. Ele era acusado de fazer uma cobertura do impeachment de Dilma longe da imparcialidade. Até shows de artistas dedicados contra Temer e a favor de Dilma foram transmitidos pelo canal. Já as manifestações contra o impeachment viraram contra o "golpe", o que para o peemedebista mostra como os veículos de comunicação estatais estavam entranhados com o governo. 

A EBC explicou à 'Folha de São Paulo' que o termo "presidenta" ainda é válido e que não foi proibido.

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No entanto, redações e a equipe da empresa teriam recebido um e-mail pedindo para ter cuidado e escrever o "presidente" para Dilma. Dependendo da votação do Senado, que deve acontecer nos próximos meses, Rousseff pode não ser chamada nem de "presidenta", tampouco de "presidente". Isso porque os Congressistas podem votar por sua deposição. Com isso, ela sai definitivamente do governo e fica inelegível por oito anos. #Dilma Rousseff