De acordo com o jornalista Ricardo Noblat do jornal O Globo, em reportagem publicada nesta terça-feira, 10, o advogado-geral da união, José Eduardo Cardozo, teria sido o responsável por redigir o documento que anulou a sessão do impeachment do dia 17 de abril. O comunicado foi assinado por Waldir Maranhão, do Partido Progressista (PP), que revogou nesta madrugada a própria decisão, mais uma vez de forma surpreendente. Na reportagem, o jornalista indiciou que a presidente #Dilma Rousseff estaria ciente do que estava para acontecer na república. 

Depois do afastamento do deputado federal Eduardo Cunha da presidência da Câmara, Waldir se reuniu com a presidente Dilma Rousseff em sua residência oficial, o Palácio do Planalto.

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A reunião foi organizada pelo deputado Silvio Costa, do PT do B de Pernambuco, atualmente vice líder do governo na Câmara. A conversa também reuniu Cardozo e o Ministro Ricardo Berzoini, varando a madrugada. O assunto não poderia ser diferente, o que aconteceria com o processo de #Impeachment com o afastamento de Eduardo Cunha. Dilma bateu um papo ameno com Waldir, que há quinze dias votou a seu favor na Câmara, sendo contrário ao prosseguimento do impeachment. O voto foi vencido, já que o processo foi para o Senado com a assinatura de 367 deputados. Nesta quarta-feira, 11, ele é votado, quando os Congressistas decidem se Dilma merece ou não ser afastada do cargo.

As conversas continuaram com a supervisão do deputado do PT do B. No dia seguinte, ele foi ao apartamento de Maranhão. Horas depois aconteceu uma coletiva de imprensa, na qual foi anunciado que o presidente interino da Câmara avançaria com o impeachment do vice-presidente Michel Temer.

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Nesse meio tempo, Waldir chegou prometer a Temer que se reuniria com ele, o que nunca aconteceu. O deputado preferiu visitar o seu ex-aliado, Eduardo Cunha. Com a promessa de ajuda em uma possível campanha ao Senado do governador do Maranhão Flávio Dino, ele teve certeza de que o melhor era ter um gesto a favor de Rousseff. 

O presidente interino teve então uma nova reunião com Cardozo e disse: "Chefe, nada posso fazer, mas faço questão de descer a rampa do Palácio do Planalto ao lado da chefa quando ela for embora". O advogado de Dilma então então se prontificou a escrever o comunicado que anulou a sessão do impedimento.