A apresentadora e atriz Cissa Guimarães deu uma entrevista emocionante para o RJTV, telejornal local da Rede Globo, nesta quarta-feira, 04. Ela comentou sobre a nova pena dada ao atropelador de seu filho, o músico Rafael Mascarenhas, que faleceu após o impacto. Na nova decisão dada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a pena anterior de Rafael Bussamra e de Roberto, pai do atropelador, foi revertida para que esses realizem serviços na comunidade. O serviço comunitário acabou substituindo a prisão. "Que tipo de ajuda à comunidade alguém que atropela alguém e tenta corromper um policial pode ter?", disse chorando a apresentadora do 'É de Casa'. 

Desabafo emocionado de uma mãe vítima de um crime brutal

O #Crime ocorrido em 2014 teve repercussão nacional por uma série de fatores.

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Além da fama de Cissa, o atropelamento aconteceu em uma região nome do Rio de Janeiro e terminou com a tentativa de corrupção de agentes públicos. Guimarães chorou no depoimento dado ao telejornal, dizendo que não poderia esperar um resultado tão brando para uma violência tão grande. Apesar de tudo, ela negou que esteja revoltada, mas que quer muito a justiça. 

Apresentadora disse que vai continuar lutando

Em seguida, ela lembra que o jovem que cometeu o atropelamento cometeu homicídio e que é corrupto. Cissa então questiona a absolvição do crime de corrupção. O que a gente aprendeu ontem é que matar e dar dinheiro para polícia para não ir preso não é tão grave quanto a gente pensa", detonou a mãe de Rafael Mascarenhas. Segundo a apresentadora, essas pessoas vão pagar na justiça da vida, sendo marcadas por um assassinato.

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Cissa agradeceu o carinho de todos que a ajudaram a superar a dor da morte de um filho. Aos prantos, ela disse também que não iria desistir e que a luta continuava. "Eu tenho um filho e vou lutar pelo Rafael até o fim", concluiu ela. 

Advogado provoca polêmica ao dizer que houve justiça no caso

Antes da entrevista dada ao RJTV por Cissa, quem se pronunciou foi Carlos Eduardo Rebelo, advogado dos envolvidos no atropelamento de Rafael Mascarenhas. O profissional disse em uma conversa com o jornal carioca Extra que a justiça foi feita, mas que entende toda a comoção em torno do causa. Ele ainda lembrou que seus clientes não passaram impunes pela justiça, citando o serviço comunitário que eles terão que exercer.