Policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) estão nas ruas tentando cumprir seis mandados de prisão expedidos pela Justiça contra suspeitos de terem participado e divulgado imagens do estupro coletivo de uma menina de 16 anos, em uma favela da Zona Oeste da cidade.

A unidade especializada neste tipo de crime assumiu o caso ontem e pediu as prisões durante a noite. Até o momento, ninguém foi preso.

Foram decretadas as prisões de: Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, e Michel Brazil da Silva, de 20 anos, suspeitos de divulgarem as imagens da vítima na #Internet. Raphael Duarte Belo, de 41 anos, que aparece em uma foto fazendo selfie com a jovem estirada na cama ao fundo; o gerente-geral do tráfico do Morro da Barão, Sérgio Luiz da Silva Junior, o Da Rússia, além de Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20, e Raí de Souza, de 18.

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Agentes  fazem buscas em endereços na Cidade de Deus, Recreio dos Bandeirantes, Favela do Rola, em Santa Cruz, na Taquara e no Morro da Barão, na Praça Seca.

No dia 27, os dois últimos estiveram prestando depoimento na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Lucas, que é jogador do Boavista (clube da primeira divisão do futebol carioca), é apontado pela adolescente C. B. como um ex-namorado, e teria sido para casa dele que ela teria ido naquela madrugada.

Já Raí, que chegou à delegacia debochando, rindo e fazendo caretas para fotógrafos e cinegrafistas, admitiu ter tido um relacionamento sexual com a menor e seu advogado disse que foi ele quem filmou e divulgou a imagem, em um grupo de WhatsApp.

Hoje pela manhã, policiais foram aos endereços fornecidos por ambos na última sexta-feira, mas os mesmos estavam errados.

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Os policiais ainda conseguiram localizar a casa onde Raí está vivendo com a mãe, mas, desde o dia de seu depoimento, ele não apareceu mais.

A garota concedeu entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo, quando contou que foi ao morro onde aconteceu o crime "algumas vezes", mas que nunca havia sido estuprada. Abalada, disse que as cenas que viu, assim que acordou, não saem da sua cabeça. "Havia um menino embaixo de mim, um menino em cima e dois me segurando. Comecei a chorar. Tinha muitos homens, fuzil, pistola. A casa estava muito suja, eu estava suja também.", comentou.

 A vítima comentou que os agressores a chamavam de piranha e vagabunda. Além disso, afirmou não ter usado drogas naquele dia e acredita ter sido dopada. "Dormi muito tempo. Não é possível com aqueles homens todos lá que não iria acordar se não estivesse dopada.", declarou. #Manifestação #Violência