Foi protocolado na manhã desta quarta, 25, a protocolação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Lei Rouanet. O requerimento, segundo informações da 'Folha de São Paulo', acabou sendo realizado na própria Secretaria Geral da Câmara dos Deputados, em Brasília. A autoria da CPI é de dois políticos da casa, ambos do Democratas, Alberto Fraga, do Distrito Federal, e Sóstenes Cavalcante, do Rio de Janeiro. Para protocolar a CPI eram necessários, no mínimo, 171 assinaturas, mas os parlamentares conseguiram um número bem maior, o de 212 deputados, superando assim o mínimo de um terço da casa. 

Agora contratos realizados com produtores culturais serão analisados.

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O apresentador Carlos Massa, mais conhecido como Ratinho, usou seu programa no SBT nesta quarta-feira, 24, por exemplo, para criticar o que chamou de mau uso do benefício fiscal dado pelo #Governo. Ele citou diversos projetos de conteúdo duvidoso ou muito caros, como milhões de reais destinados para a leitura de poesia por uma cantora conhecida. Irritado, Ratinho disse que os artistas precisavam parar de mamar nas tetas do governo. Atualmente, a Lei Rouanet permite que empresários deixem de pagar uma parte do imposto de renda para patrocinar projetos culturais. 

Para que esses projetos possam captar o dinheiro com os empresários é necessário passar por um processo formar, tendo autorização do Ministério da Cultura. A maior parte dos inscritos ou não consegue a aprovação do MinC ou não tem tempo hábil para ter o patrocínio de empresas.

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Com o dinheiro dado ao patrocínio, a entrada dos eventos, shows e outras formas de celebração cultural tende a ficar mais acessível, o que nem sempre é visto na prática, o que gera críticas.

Nesta terça-feira, 24, um grupo de artistas tumultuou a Comissão da Cultura da Câmara. Vais foram realizadas contra o deputado federal Pastor Marco Feliciano, do PSC do Rio de Janeiro. O cantor Tico Santa Cruz chegou a exibir um cartaz chamando o polêmico parlamentar de "golpista" e ouvindo dele que ali não existia um movimento de cultura, mas sim de baderna.  #É Manchete!