A Central Única dos Trabalhadores, a CUT, decidiu esquecer um pouco a pauta do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff para debater uma questão importante para os associados, a previdência. A entidade, que até então tinha se negado a conversar com o presidente em exercício Michel Temer mudou de postura. A informação foi confirmada neste sábado, 21, pelo jornal 'O Estado de São Paulo'. A CUT aceitou se reunir com quatro outros importantes sindicatos para dialogar sobre a reforma da previdência.

O que for discutido e proposto depois será enviado a Michel Temer e sua equipe.O ojbetivo, por enquanto, é o diálogo paralelo, sem um encontro frente a frente com Temer.

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 A CUT tem uma longa história com a legenda que colocou Dilma no poder, o Partido dos Trabalhadores (#PT). Em diversos eventos, representantes da Centra Única dos Trabalhadores disseram que Michel tem em seu poder um governo ilegítimo. Assim como Rousseff, o órgão chama o impeachment de "golpe". 

O presidente em exercício já havia chamado a CUT para conversar na semana passada, mas ela se negou. Outras quatro centrais sindicais, no entanto, decidiram mostrar seus pareceres sobre o tema: a CSB, a UGT, a Nova Central e a Força Sindical. A CTB, que tem proximidade com o PC do B, ainda não informou se vai se negar novamente a participar das novas conversar. 

Vagner Freitas, presidente da CUT, teria se reunido em um almoço na sexta-feira, 20, com líderes da Força Sindical, revelando que a Central vai aceitar discutir o tema, mas que precisava de um pouco de tempo para dialogar a ideia com a direção da central sindical.

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As demais centrais então solicitaram ao governo mais uma semana até fazer um proposta ao Ministério da Fazenda. Paulinho da Força, do Solidariedade de São Paulo, deve tentar convencer Michel Temer a mudar a data do encontro. 

Sérgio Nobre, secretário da Central que apoia Dilma, disse que uma coisa não apaga a outra. O fato da entidade ter aceito elaborar proposta sobre a previdência não quer dizer, segundo a entidade, que eles não achem o governo de Michel Temer ilegítimo, pelo contrário.  #Lula #Dilma Rousseff