Ela veio de uma família que, como muitas nesse imenso Brasil, passam por dificuldades para conseguir sobreviver no cotidiano. Porém, quando tinha apenas 14 anos, a carioca Vitória Rosa tinha comportamentos diferentes dos de suas amigas de escola, porque precisou ganhar maturidade muito cedo e, com pouca idade, precisou correr atrás dos seus objetivos para ajudar a resolver os problemas de sua família. Com os mesmos quatorze anos ela saiu de casa e assumiu grandes riscos apostando no que acreditava que era o seu futuro.

Ela, que hoje tem 20 anos, apoiada pelos seus familiares, deixou o seu lar, o espaço onde recebia bastante acolhimento, para lutar por uma vida melhor.

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Vitória foi para o Centro de Treinamento da Marinha do Brasil, e, lá, passou por duros treinamentos e treina até os dias de hoje, na cidade do Rio de Janeiro. Para ela, isso é um sonho, como também é para a sua família. A velocista, hoje, encontra-se muito perto de defender o seu país e representar a sua família no maior evento esportivo de todo o mundo, que acontecerá exatamente em sua cidade, o Rio de Janeiro.

Com cinco irmãs e a mãe sempre apostando em seu sucesso, Rosa conta que já se sente uma vitoriosa por ter chegado onde chegou e também de ter dado muitas alegrias aos seus familiares. “Acho que ainda existem sonhos a serem alcançados.” – conta a velocista “– Mas me sinto vitoriosa de estar proporcionando essas conquistas não só para mim, mas para o meu treinador, companheiros de treino e também para minha família (...)”, explicou Rosa.

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Segundo ela, as pessoas que têm um sonho jamais podem largá-lo, elas precisam seguir em frente, enfrentar todas as dificuldades e lutar todos os dias por ele. Vitória, apesar de jovem, já pensa como uma adulta experiente, mesmo porque precisou ir à luta muito cedo. “(...) Quando temos uma meta, o que era sonho pode se tornar realidade.”, finalizou a velocista. Assim como Rosa, outras milhares de pessoas se aventuram no mundo do esporte para tentar conseguir algum destaque e poder ajudar as suas famílias. Muitas delas conseguem esse sonho, mas outras muitas não. E isso significa que mesmo treinando duro, os atletas jamais podem largar a mão de estudar. #Rio2016