Ele era um dos braços-direito da presidente da república Dilma Rousseff, mas agora é chamado de compulsivo a mentir. Delcídio do Amaral luta para evitar que seu mandado seja cassado. Nesta segunda-feira, 09, em meio ao turbilhão da tentativa de anular o #Impeachment da líder petista, sobrou um "tempinho" para ele mesmo fazer sua defesa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mais precisamente foram quinze minutos, tempo suficiente para ele revelar que suas ações foram tomadas com as ordens de duas pessoas conhecidas dos eleitores, a própria presidente Dilma e o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva.

Delcídio ainda pediu desculpa por tudo errado que fez, revelando que acabou constrangendo muitos brasileiros.

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O pedido de perdão foi feito em especial para o seu eleitorado, do Mato Grosso do Sul. Desde que foi preso, Amaral tem colocado a boca no trombone e após ser expulso do Partido dos Trabalhadores tem feito declarações capazes de "derrubar" a república. Sua delação premiada, por exemplo, serviu como base para o pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abrisse uma investigação contra Dilma, #Lula e o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo. 

“Tudo o que passei, eu não desejo que aconteça a nenhum dos meus inimigos”, desabafou o político, que pode perder já nesta terça-feira, 10, o seu mandato. A votação da cassação de Amaral foi uma solicitação do presidente do Senado Renan Calheiros, que revelou que não faria a votação do impeachment com a possibilidade de voto para Delcídio.

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Depois de meses, o Senador voltou a andar pelos corredores da casa por onde ele passou seus últimos anos. 

O ex-líder do governo Dilma no Senado diz que não é um ladrão, pois nunca roubou, nem desviou dinheiro público para o exterior, não tendo nem mesmo conta bancária fora do Brasil. Ele lembrou que as acusações contra ele são por obstruir a justiça e que se ele cometeu esse erro foi como líder da presidente Dilma. "Confesso que errei, mas agi a mando. Eu errei, mas vou perder o mandato?”, desabafou o político, que dispensou qualquer advogado para sua defesa.  #Dilma Rousseff