Na manhã desta quinta-feira, 05, um "motim" foi feito na Câmara dos Deputados após o afastamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do deputado Eduardo Cunha. Tudo começou depois que o substituto de Cunha, o vice da Câmara, Waldir Maranhão, eleito pelo Partido Progressista do Maranhão fez  uma espécie de "sessão relâmpago". Ele apenas sentou na cadeira de presidente e disse que os trabalhos voltariam no dia seguinte, na sexta-feira, 06. Ele não deu motivos para o fim da sessão segundos após o seu início. O encerramento aconteceu quando parlamentares estavam no microfone fazendo uma espécie de comemoração pelo afastamento do algoz da presidente da república #Dilma Rousseff.

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Uma das deputadas, Luisa Erundina, do PSOL de São Paulo, teve um ato de revolta e decidiu assumir a Câmara na "marra". Ela sentou na cadeira que antes era de Cunha e que agora é de Maranhão e tentou continuar a sessão. No entanto, Maranhão mandou a TV Câmara parar de transmitir o que era mostrado em rede aberta. Os microfones também foram desligados, o que gerou ainda mais revolta. Luisa é de um dos poucos partidos que ainda apoiam a permanência de Dilma na presidência da república. 

Bastou deixar a sessão para que Maranhão já assumisse também o gabinete de presidente da instituição, coisa que ele fara interinamente até o julgamento final do STF sobre o afastamento de Cunha. Apesar de medir o fim do mandato do deputado, o Supremo não tem competência para realmente fazer a cassação.

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Isso só pode ser feito pelo próprio Plenário da Câmara. O afastamento de Cunha foi dado em caráter de urgência pelo Ministro Teori Zavaski e deve ser votado mais tarde pelos demais Ministros do Supremo, que analisam outras questões contra Eduardo.

De acordo com interlocutores do peemedebista, ele está tranquilo com a decisão do STF. Cunha se reuniu em sua residência oficial com advogados e deve apresentar recurso contra a liminar. Teori mandou afastar o deputado cinco meses depois que o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, solicitou a questão. O Partido dos Trabalhadores (#PT) reclamou da demora na questão.  #Impeachment