Waldir Maranhão passou a ser um nome que começou a ser conhecido pela grande parte dos brasileiros com a aproximação do #Impeachment da presidente da república Dilma Rousseff. Deputado Federal pelo Partido Progressista (PP) do Maranhão, ele virou foco após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o afastamento de #Eduardo Cunha (PMDB - Rio de Janeiro), até então presidente da Câmara. Maranhão era um dos maiores aliados do peemedebista e vice da presidência da casa de parlamentares. Ele surpreendeu, quando dias antes do impeachment ser votado na Câmara dos deputados, decidiu mudar seu voto, passando a ser contra o impedimento e da turma chamada de 'Dilmista'.

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A mudança teria acontecido depois de um encontro de Maranhão com o ex-presidente da república Dilma Rousseff.

Maranhão também é um dos alvos da Operação Lava Jato e não teria sido esquecido, segundo uma reportagem do UOL publicada neste domingo, 08, pelo Doleiro Alberto Youssef. De acordo com o doleiro, o deputado era um dos que de vez em quando dava uma passadinha em seu "escritório de propinas", localizado em São Paulo. Os encontros as vezes eram só para travar discussões políticas. Outras veze é para pegar o pagamento prometido através de comissões em parcerias ilegais. Ao UOL, o substituo de Eduardo Cunha disse que já prestou declarações para os policiais federais e que continua a disposição para dar novos esclarecimentos. Ele nega que tenha recebido qualquer propina.

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Existe uma corrente na Câmara que acredita que o novo presidente da casa será capaz de ajudar a presidente a anular o impeachment. Isso, no entanto, não é tarefa dele e só poderia ser decretado pelo Supremo, o que também é pouco provável. Apesar das possibilidade pequenas, a defesa de Dilma já pediu a anulação à corte. Entre os argumentos utilizados pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, está o fato de que Eduardo Cunha teria tentado manipular a casa para votar contra Rousseff. Cardozo lembra que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já tinha pedido afastamento de Cunha desde o ano passado e que a demora na resposta do STF teria prejudicado a presidente. #PT