O deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSDB) se manifestou hoje acerca do caso de estupro coletivo que chocou o país nesta semana. O deputado afirmou, para a fúria do movimento feminista, que é estupidez afirmar que há uma cultura de estupro no Brasil. 

O depoimento do deputado vem em um momento em que a imprensa de todo o mundo discute a cultura de estupro no país. O jornal indiano The Times of India, país conhecido por também sofrer de casos de estupro coletivos, afirmou que "O Brasil encara sua própria crise de Nirbhaya" (nome da uma jovem indiana que foi vítima de um estupro coletivo em um ônibus em Nova Délhi, em 2012). Já a BBC, da Inglaterra, deu a manchete: "vídeo de estupro coletivo choca o Brasil".

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Paulo Eduardo Martins tentou justificar sua frase afirmando que o estupro é um dos crimes mais repudiado do país. Para confirmar sua teoria, afirmou que, na cadeia, os estupradores são estuprados. O argumento foi desconstruído pela internauta Deyse Oliveira, que comentou:  "A escória que está na cadeia não perdoa, e trata os estupradores como "mulherzinha", estuprando os estupradores. Ou seja, fulaninho estupra e vai pra cadeia.  Como se comportam perante isso? Estuprando também. Viu amiguinho? Bem vindo à cultura do estupro. E nem precisa ser gênio pra entender", disparou.

Paulo continuou sua argumentação dizendo que os estupros na cadeia são "didáticos". 

Em seguida, insinuou que o comportamento das vítimas é um fator que contribui com o estupro, já que, durante a Marcha Para Jesus, nenhuma mulher foi agredida nem estuprada, não houve assaltos e nenhum equipamento público foi quebrado ou agência bancária depredada. 

A sugestão do legislador, para aumentar a segurança das mulheres, é permitir que elas portem armas de fogo.

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"Na bolsa, lápis, batom e uma 9 milímetros", disse. Para ele, os recentes casos de estupro registrados no Brasil são resultado das perdas de valores culturais, sem especificar quais. "O estupro jamais pode ser justificado, independente das circunstâncias. Contesto o termo cultura do estupro. Entendo que o estupro não é cultuado em nossa sociedade", concluiu.  #Violência #Casos de polícia