A presidente afastada Dilma Rousseff deu nesta quinta-feira, 19, sua primeira entrevista exclusiva a um jornalista. Ela conversou com Glenn Greenwald, conhecido por reportar o caso 'Wikealeks'. Na conversa com o profissional da mídia, ela aproveitou para fazer duras críticas ao Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Ela disse que a postura do profissional da justiça em parar investigações contra o Senador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, mostrava uma postura militante de Gilmar. 

O que Dilma talvez não esperasse era uma resposta à altura do Ministro. Em entrevista a jornalistas, ele decidiu fazer ironia com os comentários da presidente afastada, que não gosta muito de sua postura. “Posso fazer uma ironia sobre a presidente Dilma? Vou só falar sobre a presidente Dilma nos autos”, disse o representante do Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, 20.

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A opinião do Ministro foi dada durante uma visita à São Paulo. Gilmar está a frente do Tribunal Superior Eleitoral e foi ver como funciona a sede regional do Tribunal na maior cidade do país. 

Na entrevista ao jornalista do 'Wekealeaks', Dilma lembrou que Mendes é um dos treze integrantes da mais alta corte do país, mas que era "visivelmente militante". Não é a primeira vez que representantes do Partido dos Trabalhadores (#PT) fazem críticas ao Ministro, que seria visto como de direita, muitas vezes não atendendo aos anseios da legenda. Rousseff disse que um tribunal não pode ter dois pesos e duas medidas. Ela ainda disse que se é para investigar, que todos sejam apurados. Ela mesma pode ser alvo de uma apuração da Lava Jato, mas para isso, o STF precisa acatar um pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. 

A suspeita apontada por Janot é que a presidente afastada, junto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao então advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, teriam tentado atrapalhar as investigações da Lava Jato, então conduzidas pelo juiz federal Sérgio Moro.

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O pedido de Janto se deu porque Dilma tem foro privilegiado e não pode ser julgada por um tribunal comum,  #Dilma Rousseff #Impeachment