Dilma Rousseff participou neste domingo, 1º de maio, de um evento organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) pelo Dia do Trabalhador. Ela aproveitou a oportunidade para anunciar um "pacote de bondades" e também para se defender contra um processo de impeachment, que já está no Senado. No dia 11, os congressistas votam para decidirem se a líder do Partido dos Trabalhadores (#PT) será afastada ou não. No evento, Dilma disse que não iria renunciar mais uma vez, contrapondo informações que foram divulgadas nos últimos dias sobre essa possibilidade. "Eu quero dizer pra vocês que eu vou resistir e vou lutar até o fim", contou. 

O evento praticamente partidário teve gritos de apoio à ela.

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Diferentemente do esperado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não apareceu no encontro. A assessoria da CUT disse que o político havia perdido a voz e que por isso não estava ali. Coube a Rousseff usar o tempo dos dois. Ela falou por mais de 30 minutos. A presidente aproveitou o espaço para anunciar um aumento de 9% no Bolsa Família, principal programa social do governo. Ela ainda anunciou uma correção de 5% no Imposto de Renda. O imposto estava defasado em cerca de 72% por conta da inflação. 

A líder petista fez outros anúncios chamados de "pacote de bondades", revelando que os homens que são funcionários públicos terão 25 dias de licença paternidade, estimulando assim que os pais ajudem suas mulheres no momento mais difícil da maternidade, o primeiro mês, quando tudo é novidade.

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Ela também repetiu o pacote do Plano Safra da Agricultura Familiar. Tudo isso há dez dias da data em que pode ser afastada da presidência e Michel Temer assumir o poder.

A líder petista ainda disse que foi eleita por 54 milhões de pessoas e que a oposição quer passar por cima dela e do povo brasileiro. "Mas, da forma como eles querem chegar ao poder, sem voto, em uma eleição indireta sob o disfarce de #Impeachment, não, não passarão", esbravejou. Ela ainda acusou seu vice, Michel Temer, de querer privatizar tudo, dando, inclusive, qual seria a primeira coisa a ser privatizada pelo peemedebista, o pré-sal brasileiro, hoje sob o comando da Petrobrás.  #Dilma Rousseff