A presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberam uma dura derrota nesta quarta-feira, 24, antes do feriadão. O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, decidiu defender o juiz federal Sérgio Moro das acusações da dupla do Partido dos Trabalhadores (PT). Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Janot disse que é contra o pedido para anular as gravações divulgadas por Moro. Nelas, Lula e Dilma aparecem conversando por telefone sobre a posse do ex-presidente no Ministério da Casa Civil.

As gravações foram realizadas um dia antes de Lula tomar posse como Ministro. A posse, como sabemos, não demorou muito, já que a justiça acabou revogando a entrada do petista para qualquer Ministério.

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O caso ainda precisa ser julgado pela mais alta corte do país, mas o ex-líder sindical já pediu aos seus advogados para que tentem ao máximo deixar a então posse válida, mesmo que agora, essa não tenha qualquer efeito, pois com o afastamento de Dilma, ele consequentemente foi exonerado do cargo. Aliás, o nome de Lula foi o primeiro de uma lista de exonerações feitas por Rousseff no "apagar das luzes" de seu governo. A presidente foi afastada na manhã do dia 12 de maio, horas depois do Senado aprovar com 55 votos que ela deveria sair do governo até que o processo de #Impeachment fosse concluído. 

No áudio divulgado por Sérgio Moro, Dilma fala para Lula que o termo de posse já estava pronto e que se ele necessitasse, bastava comunicar ao "Bessias". Na verdade, o nome do funcionário era Messias, mas um problema de dicção fez com que a palavra soasse como código entre os políticos.

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A posse de Lula ocorreu poucos dias depois do Ministério Público do Estado de São Paulo pedir a prisão preventiva do político. Ele foi acusado de atrapalhar investigações a respeito de um Tríplex, no Guarujá, litoral de São Paulo. O petista e sua família negam que sejam proprietários do imóvel, mas evidências ligam a propriedade ao nome de Lula. Ele também é investigado pelo STF no âmbito da Lava-Jato. #Dilma Rousseff