Nesta segunda-feira, 09, a presidente Dilma Rousseff disse em um evento que criava cinco novas universidades que ficou sabendo da anulação da votação do impeachment contra ela, que até então tinha votação no Senado marcada para esta quarta-feira, 11. A anulação tem efeito na Câmara dos deputados e foi dada pelo presidente interino Waldir Maranhão, do Partido Progressista do Maranhão. A euforia dos manifestantes a seu favor foi tão grande que Dilma até gritou com eles e pediu "pelo amor de Deus" para que ficassem calmos e tivessem cautela. "Eu não sei qual é o poder jurídico disso. Esse #Impeachment está cheio de manhas e artimanhas", disse a líder petista. 

Em entrevistas dadas ao vivo pela Globo News, diversos deputados comentaram a anulação dada por Waldir e que a escolha dele deve ser contestada nos próximos dias.

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Ainda não se sabe qual será o poder da ação, já que o processo está sendo analisado e prestes a ser votado pelo Senado. Acredita-se que a presidente possa ficar mais alguns dias no governo. Faltando poucos dias para a votação da Câmara ser realizada, Maranhão decidiu deixar o grupo que apoiava o então presidente da casa, Eduardo Cunha. De acordo com a Folha de São Paulo, o parlamentar teria encontrado-se em um hotel luxuoso em Brasília com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pouco antes do pleito.

Waldir, que já tinha anunciado que votaria pelo impeachment, na hora 'H' mudou sua decisão, sendo contra o processo. Com o afastamento de Eduardo Cunha, Maranhão passou a ser presidente interino da casa. Em entrevista dada à Globo News, o deputado federal José Guimarães, do Partido dos Trabalhadores (PT) pelo estado do Ceará disse que a decisão de Maranhão seguia a constituição, enquanto outros parlamentares, da oposição, chamavam a escolha de "intempestiva" e já diziam que recorreriam.

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"Considero que a decisão do Waldir evita a judicialização e assim o processo volta para a Câmara porque não teve defesa do impedimento", disse José Guimarães em entrevista ao vivo.  #Dilma Rousseff