Próximo de completar um mês do afastamento de suas atribuições presidenciais, Dilma Rousseff, se deixa levar pela indignação e se revolta com o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também afastado do cargo.

As declarações que foram concedidas ao Jornal ‘Folha de S. Paulo’, Dilma, foi enfática ao dizer que: Temer terá de se ajoelhar”, afirmou a chefe de #Governo, fazendo referência à influência que Eduardo Cunha possui entre os Poderes da República.

Dilma ainda foi além, completou o raciocínio alegando que Cunha é a peça chave do Governo de Michel Temer. Confira na íntegra as palavras da Presidente ao jornal: O Eduardo Cunha é a pessoa central do governo Temer.

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Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura (para líder do governo na Câmara). Cunha não só manda, ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha”, afirmou Dilma.

Rousseff, ainda guarda ressentimentos e continua com os dizeres que tudo não passa de um ‘Golpe’, articulado contra o Governo do Partido dos Trabalhadores (PT), pois, não houve crime de responsabilidade, porém, avisa que não vai desistir e sustenta a versão sobre o seu lugar ser no Palácio do Planalto, governando o Brasil, com vice-presidente ou sem ele.

No mesmo contexto, sobre a derrota do Governo PT no Congresso Nacional, em que foi aprovou o afastamento Dilma esclarece que foi: “óbvio” a traição por parte de Michel Temer. Afirmou que descobriu após a divulgação dos áudios que desde o mês de março estavam planejando a sua saída.

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Por essa razão a Presidente se diz totalmente enganada, pois, argumentou que sempre pensou que as pessoas tinham caráter”.

Por falar em gravações, a Presidente, se posicionou com relação aos áudios gravados por Sérgio Machado que envolveram a cúpula do PMDB e seu próprio nome. Então declarou que os registros deixaram bem claro como os pemedebistas agiram para assumir o seu lugar e, consequentemente, articulavam para impedir as investigações da Operação Lava Jato.

O jornal ainda revelou que Dilma mais uma vez insistiu em dizer que, a intenção para o seu #Impeachment era basicamente derrubar a Lava Jato, ou a obstrução da Operação, fazendo referencias ao Senador Romero Jucá (PMDB-PE), que acabou sendo exonerado do cargo de Ministro do Planejamento do governo Temer, após as revelações do áudio gravado de Machado.

Para Dilma, a sua volta a Presidência é certa argumentou: “Nós podemos reverter isso. Vários senadores, quando votaram pela admissibilidade, disseram que não estavam declarando (posição) pelo mérito (das acusações).

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Então eu acredito”, informou a Folha de S. Paulo.

Por fim, a entrevista fez uma abordagem sobre as novas medidas na economia de Temer, a qual que vem ganhando espaço na mídia e ironicamente Dilma disse: O pato tá calado, sumido. O pato está impactado. Nós vamos pagar o pato do pato, é?”. O curioso foi a resposta sobre a sua saída da Presidência, disse: “Eu não choro, não. Nas dores intensas, eu não choro. Cada um é cada um, né?”.

Portanto, nos preparemos para as cenas dos próximos capítulos, pois, ainda há muitas histórias com esses protagonistas e para os muitos que aguardam a definição do processo de impeachment, a paciência deve ser fundamental. #Dilma Rousseff