A presidente Dilma Rousseff está apelando para todas as instâncias que consegue na tentativa de barrar o processo de #Impeachment. Nesta segunda-feira, 09, por exemplo, interlocutoras da líder petista tiveram uma reunião com o Papa Francisco, maior ídolo da igreja católica. Estiveram na reunião a juíza  Kenarik Boujikian Felippe, que trabalha no Tribunal de Justiça de São Paulo, e a atriz Letícia Sabatella, que já participou de diversos atos a favor da permanência da companheira do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva no poder. O encontro com o Papa teve como objetivo principal dizer o processo de impeachment de Dilma era um "golpe", além de alertá-lo sobre os problemas que passa o país, especialmente sobre a grave crise política. 

Além de explicar as questões locais, as duas interlocutoras entregaram ao líder da Igreja Católica uma carta confeccionada pelo advogado Marcello Lavenere, Membro da CNBB que não concorda com a base do impeachment pelo qual a presidente da república está passando.

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Antes de advogar para a Comissão Brasileira e Justiça e Paz da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, o profissional da justiça foi presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Ele defende que as acusações contra a líder do país não tem qualquer base e que, por isso, existe um "golpe" acontecendo. Essa é a principal tese do documento entregue ao Papa Francisco. 

O Papa atendeu educadamente a todos e disse que observa as questões internacionais. Ele, no entanto, não deu qualquer parecer sobre o assunto. A reunião dos apoiadores de Dilma com o religioso, no entanto, virou motivo de piada para o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que disse que a advocacia-geral da união poderia recorrer "ao céu, ao papa e ao diabo", mas que provavelmente não teriam qualquer parecer favorável na mais alta corte do país.

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Lembrando que nesta terça, José Eduardo Cardozo, enviou um pedido de anulação do impeachment faltando poucas horas para acontecer a votação do Senado que julga o afastamento de Rousseff. 

Até o fechamento desta reportagem, o Supremo não tinha dado uma decisão sobre a questão e a sessão no Senado continuava mantida para ser iniciada às 9h. #Dilma Rousseff