Na tarde desta segunda-feira (30), foi preso, no Rio de Janeiro, um dos acusados do estupro coletivo à adolescente de 16 anos. Raí de Souza se apresentou na polícia e se responsabilizou pela divulgação do vídeo na internet. Ele foi encaminhado para Cidade da Polícia, após se apresentar na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima.

Outro suspeito de estar envolvido no abuso, o jogador do Boavista, Lucas Perdomo Duarte Santos, também foi preso horas mais tarde. Lucas estava se preparando para dar início a uma entrevista coletiva à imprensa, quando recebeu voz de prisão dos policiais. O jogador também foi levado para Cidade da Polícia.

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Além de Raí e Lucas, outros suspeitos estão sendo procurados, são eles Raphael Assis Duarte Belo, Marcelo Miranda da Cruz Corrêa, Michel Brasil da Silva e Sérgio Luís da Silva Junior.

Segundo o depoimento que Raí já prestou à polícia, o suspeito nega ser namorado da vítima. A adolescente teria confirmado o namoro com o acusado. De acordo com o depoimento dele, ele se responsabiliza pelo vídeo e continua a afirmar que não existiu estupro. Ao ir embora da delegacia, saiu sorridente, acenando para profissionais da imprensa, chamando a atenção de todos.

Sobre se pronunciar em relação às acusações contra ele, respondeu que aguardará a conclusão do inquérito. Ao sair da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, Raí alegou que estava rindo, porque é inocente. Completou dizendo que a justiça de Deus será feita e prefere aguardar o final das investigações.

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Delegada que assumiu o caso acredita que foi estupro

Titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima, Cristina Bento, disse estar certa de que a garota sofreu sim um abuso coletivo. De acordo com a adolescente, teriam participado do estupro 33 homens. Cristina quer a identificação de todos os envolvidos. Segundo a delegada, no vídeo é possível ver que a menina é manipulada pelos acusados. Ela se diz convicta de que se trata de um estupro coletivo.

Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil, completa afirmando que os indícios são fortes, mas que os envolvidos não podem ser condenados por falta de provas cabais. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia