Um grupo de aproximadamente 30 pessoas protestou na tarde desta segunda-feira (30) em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, contra a prisão de Raí de Souza, um dos acusados de estuprar uma adolescente de 16 anos e postar o vídeo do crime nas redes sociais. Os amigos do jovem argumentam que a relação foi consentida e usam um suposto histórico da adolescente para justificar que não houve crime. O grupo segurava cartazes com os dizeres "Injustiça, comunidade não aceita estupro", "Barão pede paz, não houve estupro" e "não houve 33".

A mãe de Raí, Neide Souza, chegou a dizer que a vítima "está acostumada a fazer bacanal, é uma doente".

Publicidade
Publicidade

Não comentou, entretanto, se o termo doente se refere apenas ao caso de mulheres que costumam participar de sexo grupal, ou se poderia ser aplicado também aos homens que participam deste tipo de relação sexual. Raí é acusado de ter gravado o vídeo com a relação sexual que se espalhou pela internet e chocou o País. Ele se entregou à polícia nesta segunda-feira. 

Especialistas acreditam que o vídeo por si só já prova o estupro. Apesar de não exibir as cenas de penetração anal ou vaginal, o vídeo mostra um rapaz tocando a genitália da garota inconsciente. De acordo com a lei 12.015, o simples ato libidinoso já é considerado estupro, não havendo, portanto, a necessidade de conjunção carnal para se caracterizar o crime. Ainda não se sabe, entretanto, quantas pessoas participaram do ato. No vídeo aparecem apenas dois rapazes, mas um deles comenta que outros 30 participaram do ato sexual. 

Versões conflitantes

A menina supostamente estuprada diz que não sabe como foi parar na casa em que aconteceu a orgia.

Publicidade

De acordo com a vítima, ela saiu de casa para participar de um baile funk no morro do Barão, se encontrou com um "paquera", e foi até a casa dele. Acordou, entretanto, em um local desconhecido.

Raí, por sua vez, diz que eles se encontraram após o baile, já de manhã e foram para um local conhecido como "abatedouro", onde os jovens costumam se encontrar para ter relações sexuais. O rapaz complementa que a suposta vítima chegou, inclusive, a pedir que ele fosse buscar uma camisinha. Após a relação sexual, Raí disse que iria para casa, mas a vítima afirmou que preferia continuar ali, dormindo. Algumas horas depois Raí e um amigo voltaram ao abatedouro, onde encontraram a garota ainda dormindo, e gravaram o vídeo que circulou nas redes sociais.  #Violência #Casos de polícia