De acordo com informações do 'TV Foco' em matéria publicada nesta quarta-feira, 18, o jornal 'O Estado de São Paulo' teria se recusado a publicar um texto opinativo do ator Wagner Moura, cujo um dos últimos trabalhos mais relevantes foi a série 'Narcos', da Netflix. O Estadão tem um histórico de dar espaço para personalidades importantes opinarem sobre assuntos polêmicos, mas o duro tom adotado por Moura acabou sendo vetado na publicação. Outro grande jornal, no entanto, aceitou publicar a opinião, o 'Zero Hora'. Além disso, grandes blogs acabaram fazendo o mesmo, fazendo com que o texto, em forma de carta aberta ao presidente em exercício Michel Temer ganhasse enorme repercussão.

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A crítica foi publicada nesta segunda-feira, 17. Seu ponto principal parte do que Wagner chama de #Governo ilegítimo. Ele dá força ao discurso considerado de marketing de que o processo de impeachment no Brasil é um "golpe". Wagner critica ainda o fim do Ministério da Cultura, dizendo  que a atitude do peemedebista seria a primeira de muitas medidas de retrocesso. Ele ainda diz que o que ocorre o país foi patrocinado por grandes empresas, citando que o "Pato" da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) estaria rindo. Moura ainda revela que uma da metas de Temer seria mudar leis trabalhistas, inclusive, as que giram em torno do que é chamado de trabalho escravo. Ele chama o período de obscurantismo. 

Além de Wagner Moura, outros artistas estão se unindo em reuniões para discutir o que fazer agora que o Ministério da Cultura foi extinto.

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Nesta segunda, por exemplo, artistas fizeram uma manifestação durante o festival de Cannes. O elenco de 'Aquaria' exibiu cartazes contra o "golpe". Uma das personalidades que exibiu os cartazes foi a atriz Sônia Braga. A profissional da dramaturgia mora nos Estados Unidos.

Por enquanto, o presidente em exercício #Michel Temer ainda não conseguiu achar um nome para ocupar a Secretaria de Cultura. Ele disse em entrevista ao 'Fantástico, que é provável que seja uma mulher.  #É Manchete!