Em entrevista ao Fantástico, a menina vítima de estupro coletivo, no Rio de Janeiro, disse que acordou com um menino embaixo dela, outro em cima e dois a segurando. Ao redor, haviam vários homens armados. O cenário da violência ocorreu em uma casa muito suja. A garota também afirmou que estava muito suja e que, durante o abuso, ela foi xingada de vagabunda e piranha. Sua reação, de início, foi chorar. 

A vítima procurou a policia cinco dias depois, por isso, não foram encontrados indícios de abuso sexual no corpo da garota. Para a delegada que assumiu o caso, o estupro já foi confirmado, mesmo que o relatório do Instituto Médico Legal (IML) não comprove nada físico, os vídeos são suficientes para provar que a menina sofreu violência sexual.

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Os acusados vão responder não apenas pelo abuso, mas por exposição de conteúdo sexual de menor na internet. 

A vítima do estupro coletivo continuou sendo hostilizada, mesmo depois de procurar ajuda. Ela relatou, em entrevista, que o caso tomou uma proporção muito grande, a ponto de receber milhares de mensagens de ameaças pela rede social Facebook, por pessoas de outros estados. Ela também afirmou que foi ameaçada de morte, caso volte à comunidade que foi abusada.

A delegada Cristina relatou que recebeu muitos áudios de moradores das comunidades dizendo que os traficantes jamais cometeriam ou permitiriam estupros, porém, Cristina negou, dizendo que os abusos ocorrem e não são permitidos quando feitos por pessoas de fora da comunidade. Assim, o tipo de ameaça que a vítima está recebendo é porque ela denunciou as práticas da comunidade, que são muito comuns, porém, não denunciadas por ameaças dos traficantes.

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Há especulações de que a garota havia mentido sobre o abuso, pois demorou demais para denunciar os agressores. Outro fato é que não foi encontrada nenhuma confirmação de estupro feita pelo Instituto Médico Legal (IML), porém, a delegada afirma que a menina estava desacordada, por isso não ofereceu resistência, evitando, desse modo, as lesões. Ela também frisou que não é preciso haver lesões para configurar um abuso sexual, apenas o vídeo e a exposição do conteúdo nas redes sociais já caracterizam o #Crime de violência. #Casos de polícia