O delegado Alessandro Thiers foi afastado do caso de estupro coletivo, pois, segundo algumas de suas declarações, o mesmo não acreditava tratar-se de um #Crime.

Conforme declarações, ele afirmou que só pediria prisão preventiva de suspeitos, caso fosse confirmado o abuso. Embora o promotor do Ministério Público tivesse confirmado que não havia dúvidas de que realmente havia ocorrido o crime de estupro contra a garota, o delegado continuou afirmando que não haviam provas suficientes para isso. Após a advogada da vítima pedir afastamento do delegado, o chefe de Polícia Civil afirmou que, se o delegado não soubesse conduzir o caso, seriam tomadas as medidas necessárias.

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Isso ocorreu nesta segunda-feira (30), quando Thiers foi afastado e substituído pela delegada Cristina.

O delegado teria ignorado dois fatos que o promotor do Ministério Público ressaltou já configurarem crime sexual. O primeiro, um crime hediondo de estupro, que é caracterizado quando alguém é constrangido, mediante violência ou ameaça a ter conjunção carnal. Ato comprovado no vídeo, pois a garota foi seriamente agredida e constrangida, enquanto estava desacordada. O segundo fato é o crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente que refere-se a adquirir, armazenar ou disponibilizar imagens pornográficas, envolvendo crianças e adolescentes.

Thiers estava em busca de vestígios no corpo da adolescente que provasse o crime e ignorou o vídeo, que também é uma prova importante, e que caracterizou a violência sexual.

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O chefe de policia que está cuidando do caso ainda afirmou, em entrevista, que ele não tem experiência em casos de abuso e não soube conduzir a investigação, e que a delegada Cristina tem mais experiência e sabe lidar melhor com as vítimas, pois tem mais sensibilidade. Ela prontamente caracterizou o ato como crime de estupro e já partiu para a prisão preventiva de suspeitos, baseada no depoimento da vítima e no vídeo, pois nem sempre há vestígios físicos de abuso. O laudo do Instituto Médico Legal é importante, mas não é determinante, já que a garota procurou ajuda cinco dias depois. A advogada da vítima ainda afirmou que o delegado agiu de forma machista, desacreditando a vítima e culpabilizando-a, mesmo diante de tantas provas irrefutáveis.  #Casos de polícia