Um sério problema está acontecendo na investigação do estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro e que após ser gravado teve o vídeo divulgado no Twitter. A garota contou em seu depoimento que foi violentada por 33 homens e o país inteiro espera a prisão dos culpados. Entretanto as investigações se arrastam e a jovem já começa a ser vista como culpada e mentirosa.

O rapaz que ela apontou como seu namorado já deu depoimento e disse que não tem nenhum tipo de relacionamento com ela. O delegado da DRCI - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática - chegou a perguntar à jovem se ela tem o hábito de fazer sexo em grupo e isto revoltou vários criminalistas especializados no assunto que estão apontando este questionamento como "inoportuno, machista e abominável".

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Eloisa Samy Santiago, advogada da garota estuprada, ficou furiosa com o tratamento dado à sua cliente e agora quer a troca do delegado. Os criminalistas estão dizendo que estão tentando fazer com que a vítima assuma a culpa pela violência sofrida.

Na grande maioria dos casos de estupro, um dos problemas mais comuns é justamente a falta de acolhimento das mulheres violentadas que acabam sendo vistas pela sociedade em geral como as culpadas pelo #Crime. Muitos ainda insistem em dizer que "fulana" foi estuprada porque estava usando saia curta, ou porque gosta, entre outras afirmativas absurdas.

Alessandro Thiers, delegado responsável pelo caso informou que ainda continua investigando o caso para saber se houve estupro ou se foi tudo feito com consentimento da jovem, pois não se sabe ainda nem se ela estava mesmo dopada e muito menos se a violência sexual de fato aconteceu.

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A advogada da menina que teve seu estupro gravado e divulgado nas redes sociais disse que é fácil entender porque muitas mulheres violentadas acabam desistindo de levar o caso à polícia, basta ver que neste caso o próprio delegado está criminalizando a vítima.

A Polícia Civil explicou que toda a investigação está sendo feita de forma "ética e imparcial", que novas informações continuam sendo buscadas e que se não foi solicitada a prisão de nenhum suspeito é porque até o momento não há provas suficientes. #Internet #Casos de polícia