Em 2010, quando o Complexo do Alemão finalmente foi pacificado, Sérgio Luiz, um dos traficantes mais perigosos do Rio de Janeiro, deixou o local e foi para a comunidade onde agora a jovem de apenas 16 anos foi estuprada por 33 homens. Agora, depois de denunciar os estupradores, ela está jurada de vingança pelo tráfico.

O Morro do Barão, local onde o estupro coletivo aconteceu, fica na zona oeste do Rio de Janeiro e a população já realizou um protesto com cartazes afirmavam que não houve nenhuma violência sexual, já que era comum verem a jovem frequentando a região. Esta comunidade está sendo disputada entre dois grupos de traficantes.

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Após mais algumas investigações, a polícia identificou um dos chefes do tráfico como sendo um dos estupradores da garota. Sérgio Luiz da Silva Júnior estaria no imóvel onde o #Crime aconteceu, sendo que ele já foi condenado em 2014 a 12 anos de prisão por tráfico de drogas, só que se encontra em liberdade.

A polícia o identificou como um "exilado do Complexo do Alemão", onde administrava o tráfico de droga, mas esta região foi toda tomada pelo exército em 2010, e desde então ele vem praticando traficando no Morro do Barão.

Sérgio é conhecido no morro como "Da Russa" e ocupa um cargo no alto escalão do Comando Vermelho, sendo bastante respeitado. Por denunciar o estupro coletivo, e tendo este chefe do tráfico participado, a garota acabou o denunciando também e agora precisa contar com a proteção da justiça para não ser assassinada, já que o tráfico quer vingança.

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A garota violentada já está participando do programa de proteção à testemunha justamente por correr risco de morte e já se mudou do Rio de Janeiro, indo para um local sigiloso. Alexandre de Moraes, ministro da Justiça, fez questão de dizer que vai providenciar tudo que for necessário para garantir a segurança da vítima.

A delegada Cristiana Bento confirmou que é muito comum os traficantes deste morro estuprarem jovens e ficarem impunes, já que ninguém tem coragem de denunciá-los, só que desta vez a denúncia foi feita. Há uma grande pressão para que o caso tenha uma solução e isto afetará diretamente o tráfico na região, o que torna ainda mais perigoso para a jovem violentada que, se ficar exposta, poderá ser morta pelos traficantes. #Violência #Casos de polícia