"Um crime que jamais será esquecido". É assim que muitas pessoas estão classificando o estupro coletivo que aconteceu em uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta semana. A jovem, de apenas 16 anos e com um filho de três, que não pode ser identificada a pedido da Delegacia de Crimes de Informática a fim de proteger sua identidade e integridade física, está muito abalada e segue sendo acompanhada por psicólogos, amigos e família.

O apoio vem de toda a parte, seja de pessoas desconhecidas ou as mais próximas. As comissões de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores do Rio de da Assembleia Legislativa do Estado do Rio também já se manifestaram e ofereceram todo tipo de ajuda e estão acompanhando o caso da adolescente.

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Na internet, algumas campanhas já foram levantadas para lembrar ideias óbvias, mas que a sociedade machista parece esquecer: que o estupro nunca é culpa da vítima e, sim do estuprador.

Por conta do tamanho que o assunto ganhou, alguns internautas ficaram indignados com o não-posicionamento de alguns líderes religiosos, como a cantora gospel Ana Paula Valadão, o pastor Marcos Feliciano e o pastor Silas Malafaia. Os três ainda não se manifestaram sobre o caso e estão sendo questionados, constantemente, em diversos posts do Facebook e Twitter.

Incômodo silêncio

Ana Paula, por exemplo, é conhecida da internet por gerar inúmeros memes inspirados em vídeos gravados em seus shows e cultos, como quando ela disse que pastores evangélicos não podiam ser gordos.

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Ela criou polêmica este mês ao criticar a campanha de uma loja de roupas intitulada de "Dia dos Misturados". A líder evangélica achou um absurdo o fato de homens e mulheres trocarem de figurinos e vestirem roupas que, tradicionalmente, são de "menino" e "menina".

Silas Malafaia e Marcos Feliciano frequentemente se posicionam sobre questões "polêmicas", como o casamento homoafetivo e o aborto legal e seguro, reivindicação de pessoas ligadas aos Direitos Humanos. Ambos já foram muito criticados por ter atitudes consideradas machistas e homofóbicas, negando em seguida.

A respeito do estupro e divulgação do vídeo da jovem, nenhum ainda se pronunciou.

Crime digital

O vídeo foi gravado por um dos estupradores e lançado na internet horas depois do ato, com mensagens de deboche como "essa engravidou" e "foi mais de 30", fazendo referência à quantidade de homens presentes no ato. A vítima contou que os criminosos estavam armados e ela ficou muitas horas inconsciente no local, sem conseguir ajuda.

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Circulam, na internet, imagens de um homem morto que pode ser um dos agressores. Internautas dizem que ele foi degolado por "justiceiros". A Polícia ainda não confirmou a origem e veracidade da foto. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia