O estupro envolvendo uma menina de 16 anos no Rio de Janeiro teve mais uma novidade na noite deste domingo, 29. A advogada Eloísa Samy confirmou através de seu Facebook que não defendia mais a adolescente que diz ser violada por 33 homens em uma comunidade de Jacarepaguá, Zona Oeste. A advogada entrou no caso desde o início, quando um vídeo explorando a sexualidade da menina foi publicado no Twitter. Até o momento, nenhum dos mais de 30 criminosos que estariam envolvidos no #Crime foi preso. Um homem chegou a ser detido, mas por falta de provas foi liberto pela Polícia Civil. 

De acordo com a advogada, a avó da adolescente agradeceu seu trabalho, mas informou que a vítima agora faria parte do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM).

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No Facebook, a profissional revelou que ficou sabendo de seu desligamento através de um áudio enviado pelo aplicativo de celular WhatApp. A avó teria agradecido o empenho e dedicação da profisisonal, mas preferiu que a neta tenha assistência do governo estadual. A Secretaria dos Direitos Humanos do Rio de Janeiro agora acompanhará a vítima.

Uma fanpage chegou a ser criada pela menina, mas essa já sumiu do Facebook. A adolescente voltou para seu perfil inicial, que já tem mais de 200 mil seguidores. Em 2014, Eloísa Samy foi acusada de pertencer ao movimento "black bloc". Ela chegou a ter seu pedido de prisão expedido pelo delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, a DRCI. Na época, a advogada negou que tenha participado de quebra-quebras, mas procurou asilo no consulado do Uruguai.

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O pedido foi negado. 

Neste domingo, outra mudança no caso gerou bastante repercussão. Após ser acusado de machista pela advogada que agora saiu do caso, Alessandro Thiers foi retirado da investigação. A família da menina trabalha com a hipótese de sair do Rio de Janeiro, já que todos sabem do crime ocorrido com a menina. A garota continua se expondo através da internet. Uma nota foi publicada por ela nessa noite, repudiando a cultura do estupro.  #Investigação Criminal