A tarde e noite desta terça-feira, 24, foram movimentadas na Comissão de Cultura da Câmara dos deputados, em Brasília. Artistas que apoiam a volta da presidente afastada Dilma Rousseff ao poder fizeram um protesto assim que chegou o deputado federal Pastor Marco Feliciano, eleito pelo PSC de São Paulo. Ele é o líder do partido na Câmara e foi vaiado antes mesmo de começar a falar. O local estava cheio e Feliciano teve bastante dificuldade para iniciar seu discurso. Em diversos momentos, os artistas presentes fizeram menção ao presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, caracterizando-lo como "golpista". 

Em outros momentos, artistas levantavam cartazes que tinha frases contra o peemedebista.

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Alguns diziam "Temer Golpista", enquanto outros chamavam o "Fora Temer". Presidida pelo deputado federal Chico D'Ângelo, do Partido dos Trabalhadores (#PT) do Rio de Janeiro, a Comissão de Cultura foi alvo de ataques também contra o novo Ministério da Cultura, assumido nesta terça por Marcelo Calero, que já tinha trabalhado na área na prefeitura do Rio de Janeiro, auxiliando o prefeito Eduardo Paes (PMDB). 

Muitos manifestantes estavam em pé quando Marco Feliciano chegou. O deputado polêmico decidiu sentar logo na primeira fila e assim que entrou pediu a palavra. Como o pastor evangélico é líder do PSC, ele tem o direito da prioridade nos discursos a qualquer hora em que ache melhor fazer interrupções. No entanto, bastava o parlamentar começar a falar para ser vaiado. Um dos opositores do deputado federal era o cantor Tico Santa Cruz, conhecido por ser um dos mais assíduos defensores da presidente afastada #Dilma Rousseff

Em determinado momento, já no fim da tarde, Tico Santa Cruz decidiu improvisar um cartaz, no qual chamava Feliciano de golpista.

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Ele foi um dos 367 deputados que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff no dia 17 de abril, sendo importante para que o documento fosse analisado pelo Senado. 

O deputado, no entanto, não ouviu calado as vais e críticas. "Isso aqui não é cultura. Isso é baderna. Vocês querem falar comigo?! Consigam primeiro os 400 mil votos que eu tive", disse ele, que ainda anunciou que ele sabia o que era ser artista - citando o fato de ter gravado três CDs como cantor - e que, por isso, quer criar um CPI da Lei Rouanet.  #Crime