O deputado federal Eduardo Bolsonaro, eleito pelo PSC do Rio de Janeiro, anunciou nesta segunda-feira, 23, que protocolou um Projeto Lei que criminaliza o símbolo da foice e do martelo, que representa o comunismo, em todo o território nacional. O projeto de lei é o de número 5358 de 2016 e deve provocar muita polêmica, já que movimentos sociais de esquerda costumam usar a simbologia durante manifestações políticas. A foice e o martelo também estão presentes, por exemplo, na bandeira do PC do B, partido comunista que recentemente mostrou-se contrário ao impeachment da presidente da república Dilma Rousseff.

Eduardo Bolsonaro é filho do deputado Jair, parlamentar mais votado na última eleição no Rio de Janeiro.

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Ele é cotado para ser pré-candidato à presidência da república em 2018 pelo PSC. Algumas pesquisas mostram ele com 8% das intenções de votos. Jair é considerado de extrema direita e sua última grande polêmica aconteceu no dia 17 de abril, quando em votação na Câmara dos deputados sobre o impeachment, ele achou melhor fazer uma espécie de homenagem a Brilhante Ustra, um dos nomes mais temidos do regime militar e que teria torturado Dilma Rousseff. A fala gerou indignação e representações, uma delas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Sobre a criminalização da foice e do martelo, caso realmente ocorra, não será algo inédito no mundo. De acordo com uma reportagem do jornal 'O Globo', tal iniciativa já foi realizada em outros países, como os europeus. Uma matéria cita a proibição em dois redutos que sofreram com potências comunistas, a Polônia e a Ucrânia.

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A segunda delas, a Ucrânia, foi vítima do episódio conhecido como 'Holidomor', quando sete milhões de pessoas foram mortas em cerca de um ano. Já na Polônia, a perseguição religiosa também provocou muitas baixas e o símbolo comunista ainda segue proibido na terra do Papa João Paulo II. 

Flávio Bosonaro anunciou em seu Facebook a protocolação do Projeto de Lei. Por lá, ele recebeu muitas críticas e elogios pela ação. "Tem que ser criminalizado mesmo, um regime que matou mais de 100 milhões no mundo, muito mais do que o nazismo ou qualquer outro regime não deve ser cultivado, parabéns pelo seu trabalho, tem todo o meu apoio deputado!", disse um internauta.  #Governo #Crime