Apesar de buscar manter uma relação de proximidade com líderes sindicais, como foi possível perceber pela reunião sobre a reforma da Previdência Social na última semana, o governo Temer deverá enfrentar forte oposição das centrais de trabalhadores à proposta de flexibilização da CLT.

Para o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), em declaração ao jornal O Globo, mexer com as leis trabalhistas não seria uma boa medida de Temer, sobretudo quando já está pretendendo lidar com algo complicado como a reforma da Previdência. Além de afirmar que a Força Sindical é contrária a quaisquer mudanças na legislação trabalhista que leve a uma flexibilização, ele também alertou que a insistência na proposta pode fazer com que as centrais sindicais se voltem contra o governo.

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Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT), representada por Vagner Freitas, considerou pertinente aguardar a resolução do processo de impeachment para que a central sindical mantenha diálogo com o governo Temer. De qualquer modo, Freitas pontuou que a intenção da CUT em qualquer conversa futura será buscar a ampliação dos direitos conquistados pela classe trabalhadora e não a flexibilidade das regras vigentes. #Trabalho #Michel Temer