O ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva falou pela primeira vez nesta quinta-feira, 19, sobre seus sentimentos por conta do afastamento da presidente Dilma Rousseff. Na quinta-feira, 12, o ex-presidente estava atrás da sua companheira política. Seu abatimento era visível. Ele sequer conseguia dar acenos animados para os petistas que foram ao local. A tristeza do líder político era tão profunda que cogitou-se que ele estaria doente. Em entrevista ao canal espanhol, TVE, o político comentou sobre o fato e disse que realmente estava abatido, como a imprensa noticiou. "Foi um dia triste pra mim. Eu não queria estar lá. Foi desconfortável", revelou o petista ao apresentador. 

De acordo com #Lula, ele só foi ao evento de "despedida" de Rousseff do governo para demonstrar solidariedade a quem ajudou a entrar no poder.

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Segundo o ex-presidente, ele não poderia ter deixado Dilma sozinha em um momento tão complicado para a história dela e do país. Ele ainda revelou que sua presença é para demonstrar aos adversários que ainda tem muita coisa para acontecer no país. O representante da legenda que começou sua história com lutas sindicais revelou que terá mais luta no país. 

O ex-presidente disse ainda na entrevista que o seu legado foi mostrar que o ideal era governar para os mais pobres. Ele, no entanto, não comentou fatos importantes recentes, como as "pedaladas fiscais" as quais Dilma é acusada de cometer, além de ser alvo da principal investigação que está em vigor no país contra a corrupção, a Lava Jato. De acordo com o petista, os pobres mal começaram a conseguirem ter acesso à uma série de coisas e os poderosos já querem tirar isso deles.

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"Foi o dia da indignação pra mim", resumiu ele sobre a derrota por 55 votos a 22 de Dilma no Senado. Em breve, o Congresso fará outra votação, na qual a deposição de Rousseff entrará em questão. 

O ex-presidente também conversou com outros veículos de comunicação do exterior, como a Russian Today e Telesur. Em todas as entrevistas, ele usou um tom parecido e disse que muita coisa ainda viria a acontecer e que as coisas poderiam mudar.  #Dilma Rousseff #Impeachment