As primeiras palavras sobre a menina que foi estuprada em caso que impressionou todo o país foi dizer que queria apenas ir para sua casa. A menina tem apenas 16 e foi vítima de estupro coletivo. O crime, que aconteceu no Rio de Janeiro, foi além: os estupradores postaram vídeos, fotos e mensagens ofensivas sobre ela nas redes sociais. O caso rapidamente tomou grandes proporções.

A garota deu sua primeira entrevista ao jornal O Globo. Ela disse que acordou e percebeu que havia mais de 30 homens em cima dela. Após o crime, ela teve que ir para o hospital. Na tarde de quinta-feira (26) foi transferida para o setor de ginecologia de hospital do Rio de Janeiro.

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O jornal O Globo afirma que ela tentou fugir do hospital várias vezes.

O estupro coletivo aconteceu na última sexta-feira (20), em Praça Seca, Morro São João. Toda a sua família já está ciente do caso e, claro, abalada com tudo o que aconteceu. O pai da vítima, que também prefere não ter seu nome revelado, afirmou que sua filha está extremamente traumatizada. De acordo com ele, sua filha chorava sem parar. O pai também deu detalhes sobre o início de tudo. Ele contou que ela foi a um baile e lá foi presa. "Bagunçaram minha filha", conta o pai, dizendo também que ela quase foi assassinada e que gemia de dor.

Já a avó da garota deu entrevista para a rádio CBN e afirmou que sua neta desmaiou durante o crime. A avó também disse que assistiu ao vídeo e o classificou como "chocante" e ainda revelou que havia algumas "coleguinhas" dela lá, mas que nenhuma apareceu nesse momento.

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A avó disse ainda que a garota estava "completamente desligada".

O vídeo do abuso foi divulgado na internet. Nele, é possível ouvir frases ofensivas e de violência à vítima, expondo-a ainda mais. O caso foi extremamente comentado no Facebook e Twitter e internautas começaram a usar a hashtag #QueroUmDiaSemEstupro como repúdio a esse e todos os casos que infelizmente são comuns no Brasil e no mundo.

O vereador Jefferson Moura, da Rede, divulgou nota em nome da Comissão de Direitos Humanos do RJ afirmando que se trata de um ato de covardia e barbárie e que exige que a apuração e identificação dos criminosos seja rápida. #Casos de polícia