Um Inquérito Civil Público foi instaurado pelo Ministério Público que irá investigar se houve excessos de gastos pela Prefeitura de Patos de Minas no evento que trouxe a Tocha Olímpica na cidade. Segundo o promotor Paulo César de Freitas, o MP vai certificar se houve eventuais gastos e superfaturamento e se o valor usado no revezamento do símbolo olímpico era compatível com orçamento calculado.

Ao site G1, a Prefeitura de Patos de Minas disse por nota que não houve notificação sobre o assunto e que só irá se posicionar quando o comunicado oficial chegar ao Executivo.

Em entrevista o prefeito contou que os gastos com o revezamento da Tocha Olímpica na cidade foram de R$ 300 mil.

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Foi então que o inquérito foi instaurado para entender como essa quantia em dinheiro foi usada e se houve improbidade administrativa, já que recentemente o Executivo declarava estar com dificuldades financeiras. Paulo César de Freitas alegou que a investigação será feita em base de informações de que a prefeitura está com uma dívida de R$ 50 milhões e os gastos com o evento foram altos para uma cidade que passa por situação complicada financeiramente.

Com o inquérito investigativo os gastos com fogos de artifícios, shows, segurança e estruturas terão que ser comprovadas e evidenciadas a autorização por lei que foi assumida pela prefeitura de Patos de Minas. Além de mostrar se o emprego de recursos públicos para o pagamento do revezamento é amparada pelo Convênio, a investigação também pretender saber se houve favorecimento de servidores públicos e desvio de despesas públicas.

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Até sexta-feira (13), a cidade receberá uma notificação e, segundo Paulo César de Freitas, a previsão é de que dentro de 90 dias a investigação seja concluída. A Prefeitura terá dez dias para esclarecimentos ao Ministério Publico, após receber a notificação. Ainda, de acordo com o promotor, a investigação se encontra em andamento e poderá ter mudanças conforme a apuração ocorre, podendo haver necessidade de perícia e o prorrogação de tempo. No entanto, é previsto que a investigação dure até três meses. #Rio2016