O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, não gostou nada da nova resolução publicada nesta semana pelo Partido dos Trabalhadores (PT). O documento da legenda emitido pelo Diretório Nacional fala sobre a conjuntura política e quais serão os próximos passos, agora que a presidente Dilma foi afastada do cargo e que o presidente Michel Temer já está "em exercício". De acordo com uma reportagem do jornal 'O Estado de São Paulo', Villas Boas ficou irritado com uma das providências vistas como "mea culpa" da legenda. O partido diz que deveria ter modificado o currículos das academias das Forças Armadas, dando destaque a oficiais que seriam nacionalistas e teriam compromisso democrático. 

“Com esse tipo de coisa, estão plantando um forte antipetismo no Exército”, lamentou o General em entrevista ao Estados.

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De acordo com o representante do Exército, o documento do #PT lembra uma época antiga, das décadas de 1960 e 1970, adotando um "tom bolivariano". Dessa forma, o partido que levou Dilma ao poder usa discursos parecidos com o que ocorrer, por exemplo, há anos na Venezuela, governada por Hugo Chávez no passado e agora por Nicolás Maduro. Equador e Bolívia são outros países conhecidos por adotarem o discurso chamado de "bolivariano". 

Villas Boas garantiu que mesmo na grave crise, as Forças Armadas, formada pela Aeronáutica, Exército e Marinha, não se intrometeram no processo político, fazendo exclusivamente o seu papel, que é defender o estado e os brasileiros. O General lembrou que nem mesmo opiniões políticas foram manifestadas pelas entidades em si. Por conta disso, ele acredita que o mínimo seria o PT ter esse respeito recíproco. 

Avalias-se que essa postura do Partido do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva só tende a prejudicá-lo.

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O 'Estadão' revelou que outras altas patentes das Forças Armadas também estão reclamando da postura da legenda, que está há meses dizendo que o processo de impeachment - baseado na constituição e com aprovação de rito do Supremo - seria um golpe. Pelo jeito, o PT tem esquecido de fazer política e pode se dar mal, perdendo qualquer capacidade de diálogo com essas entidades.  #É Manchete!