O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou na manhã desta quinta-feira, 05, o afastamento do presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Não demorou muito para que a defesa da presidente da república Dilma Rousseff utilizasse a decisão a seu favor. Em entrevista dada ao UOL, o  advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que entraria com uma ação na mais alta corte do país para anular o processo de impedimento. O argumento seria justamente o fato de Cunha ser afastado, dizendo que ele não estava capacitado para presidir uma sessão tão importante como a do afastamento. Não é a primeira vez que a defesa de Dilma tenta anular a votação na Câmara.

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"A decisão do Supremo mostra clarissimamente. Indiscutível. Eduardo Cunha agia em desvio de poder", disse José Eduardo Cardozo. 

Apesar do afastamento da presidência da Câmara, Eduardo Cunha continua com foro privilegiado e a perda do seu mandato ainda não é definitiva. Para que esse seja cassado é necessário que a Câmara assim o aprove. Isso porque a legislação brasileira estabelece que um poder não pode se sobrepor ao outro, ou seja, o legislativo não pode agir sobre o executivo ou judicial, e vice-versa. O afastamento de Cunha foi determinado pelo Ministro Teori Zavascki. Esse acatou um pedido do Procurador-geral da república, que desde dezembro do ano passado dizia que Cunha agia por interesse próprio na Câmara. Cardozo disse que a decisão judicial deixou ainda mais claro o que a defesa de Dilma tem argumentado desde o início do processo de impedimento.

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Já na Comissão do Senado, o advogado-geral da União voltou a pedir que os Senadores não agissem pela paixão, lembrando que o #Impeachment era um processo político sim, mas também judicial. Ele ainda elogiou o trabalho do relator Antonio Anastasia, que decidiu se ater apenas às acusações do processo de impeachment em si para aprovar o relatório. Nesta sexta-feira, 06, a Comissão dará seu parecer contrário ou a favor do processo de afastamento de Dilma.  #Lula #Dilma Rousseff