O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, eleito pelo Partido Progressista do Maranhão, assinou na manhã desta segunda-feira, 09, uma ata que anula a sessão da Câmara dos deputados que decidiu pelo prosseguimento do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. A decisão deve ser publicada nesta terça-feira, 10, já no Diário Oficial. Ainda não se sabe qual  o poder jurídico da decisão de Maranhão, que dias antes da votação acontecer na Câmara decidiu mudar de lado.

Ele até então apoiava o #Impeachment, mas depois de uma audiência com o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva decidiu mudar de lado, não concordando nem com seu aliado, o deputado Federal Eduardo Cunha (PMDB) do Rio de Janeiro, que recentemente foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por conta de investigações da Lava Jato.

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A anulação da votação da Câmara era um pedido do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que também havia feito esse pedido ao Supremo. De acordo com as primeiras informações, a oposição deve a revisão dessa decisão

12h25 - Parlamentares devem fazer um pedido para cancelar o parecer do presidente da Câmara, lembrando que 367 dos políticos votaram contra o impedimento. Maranhão ainda não comentou o movimento da oposição, em torno de uma notícia que choca o país. 

12h20 - De acordo com a comentarista de política da Globo News, deputados já foram consultar o jurídico da Câmara para entender o poder dessa decisão. Um professor de direito foi cancelado e disse que a decisão de Maranhão é "chocante", especialmente porque é dada dois dias antes da votação do Senado.  #PT