100 anos. Esse é o tempo para que os e-mails enviados e recebidos por 'Bessias' sejam revelados. 'Bessias' é como ficou conhecido o servidor público Jorge Rodrigo Messias, que virou uma espécie de coadjuvante de uma interceptação telefônica autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro em que o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva conversava com a presidente Dilma Rousseff. O motivo do telefone era avisar que a posse para que o petista virasse Ministro da Casa Civil e ganhasse foro privilegiado já estava montada. Caso o petista precisasse de algo, segundo Dilma, bastava acionar o 'Bessias'. 

De acordo com o jornal O Globo em reportagem publicada nesta terça-feira, 10, o sigilo nos e-mails de Messias foi determinada pela Casa Civil, justamente o Ministério que #Lula assumiria.

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Dessa forma, nenhum de nós estaria vivo ou provavelmente não estaria para saber que mensagens tão importantes assim foram mandadas ou enviadas pelo servidor. Isso porque o Ministério entende que o sigilo dos arquivos online valem por 100 anos. 

Antes, houve o pedido para que o conteúdo fosse revelado com base na Lei de Acesso, assim como já aconteceu em outras decisões da Controladoria Geral da União, a CGU. 

A decisão da casa Civil é favorável à Dilma, mas não se sabe se com a gestão de seu sucessor, o vice Michel Temer, ela poderia ou não ser revogada. A previsão é que Rousseff perca nesta quarta-feira, 11, a votação do afastamento do seu #Impeachment no Senado. Para que ela seja afastada são necessários, no mínimo, 41 votos. De acordo com um levantamento do Estadão, 50 Congressistas já confirmaram que serão favoráveis à admissão do prosseguimento.

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Caso os 81 Senadores (número total) não estejam todos presentes, o número mínimo para o afastamento passa a ser a maioria simples + 1. Exemplo: caso 70 Congressistas marquem presentes, o processo passaria com 36 votos. Isso evita, por exemplo, que a base do governo tente fazer um boicote do documento. A previsão é que já nesta votação possa haver votos suficientes até para uma decisão futura, a da deposição, que exige 54 votos.  #Dilma Rousseff