O ex-presidente da República José Sarney, do PMDB, teve uma conversa gravada revelada no início da noite desta quarta-feira, 25, pela 'Folha de São Paulo'. Mais cedo, o mesmo jornal havia divulgado um "grampo" com o presidente do Senado Renan Calheiros. Sarney é o terceiro homem ligado ao presidente em exercício #Michel Temer que tem conversas que citam as investigações da Lava Jato divulgadas na imprensa. Os áudios fazem parte de um acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. O áudio mais capcioso divulgado até o momento envolveu o ex-Ministro do Planejamento, Romero Jucá. A má repercussão da conversa dele com Machado obrigou Temer a demitir seu braço direito. 

Na conversa com Sarney, fica claro que o Congresso Nacional não aceitava a ideia de que Michel Temer assumisse a presidência.

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Muita gente preferia derrubar ele e a presidente afastada Dilma Rousseff de uma só vez. O apoio ao peemedebista só passou a se tornar realidade depois que ele aceitou "certas condições". Essas não foram relatadas pela conversa. "Nem Michel eles queriam. Depois de uma conversa do Renan muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições", explicou o ex-presidente da república. 

Em outro momento da conversa, Sarney diz que vai ajudar Machado a se livrar das garras do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a principal investigação em curso no país, a Lava-Jato. Sarney diz que isso precisa ser feito, mas sem o auxílio de advogados, também não deixando claro como ajudaria o ex-presidente da Transpetro. Em nota enviada à 'Folha de São Paulo', o político disse que é amigo de Machado e que a conversa foi em tom de solidariedade.

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Ele negou que tenha quisto atrapalhar qualquer investigação federal.

Até onde se sabe, os três áudios divulgados são os únicos e últimos envolvendo políticos. Ele tenta agora conseguir uma redução de pena com a Procuradoria-Geral da República. A decisão deve ficar com o Procurador Rodrigo Janot, que colheu os depoimentos de Machado.  #Governo