No início da noite desta terça-feira, 24, um grupo gay interrompeu a sessão de Comissão da Cultura da Câmara dos deputados, em Brasília, para fazer um protesto inusitado. Aproveitando a presença de parlamentares polêmicos, diversas vezes chamados de homofóbicos, como Flávio e Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro, e de Marco Felciano, do PSC de São Paulo, o grupo fez um "beijaço" homossexual. Os parlamentares pareciam não estar ligando muito para o protesto. Os dois deputados da família Bolsonaro, inclusive, como indica a foto, chegaram a fazer imagens dos beijos. 

Em uma rede social, no entanto, Jair publicou um vídeo com o momento do "beijaço" e condenou a iniciativa.

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"Hoje, na Comissão de Cultura na Câmara, alguns “artistas” tendo à frente Tico Santa Cruz deram seu show de intolerância e desrespeito. Se um dia depender de mim, esses nunca mais se locupletarão de recursos públicos (Lei Rouanet) para sobreviver", disse o deputado, que em seguida escreveu que o vídeo era para maiores de 18 anos, indicando que talvez ali existisse algum conteúdo pornográfico, o que não continha. 

Vais a Feliciano 

A Comissão da Cultura da Câmara foi marcada por muitas vaias, especialmente a Marco Feliciano. Ele é o líder do PSC e, por isso, tinha o direito de falar a qualquer momento. O deputado disse que ali não estava um grupo de cultura, mas sim de baderna. Em seguida, ele contou que artista era ele que é cantor - Feliciano gravou três CDs - e que faria uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lei Rouanet.

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Atualmente, a lei é uma das principais medidas utilizadas para projetos culturais conseguirem captar dinheiro para seus projetos. A aprovação de um projeto na Lei Rouanet não significa que está já recebeu qualquer dinheiro. O grupo realizador precisa convencer empresário de pagarem o patrocínio e após isso, estes tem descontos fiscais. 

"Fui hostilizado, rechaçado, xingado, simplesmente porque propus a CPI do MinC. A mamata tá acabando. Arruaceiros não passarão.Medo? Eu? Fui forjado no fogo das provas da vida, e já enfrentei ativistas e os venci. Democracia é o direito ao contraditório", disse o deputado em seu Facebook oficial.  #Governo #Michel Temer