O grupo de hackers, conhecido em todo o território nacional como Anonymous, divulgou que, em defesa da menina que foi estuprada por mais de trinta homens no Rio de Janeiro, vai investigar com seus próprios meios, para encontrar os outros suspeitos envolvidos no crime. Membros do grupo afirmam que o Anonymous tem  ideologia da liberdade e que, portanto, todo e qualquer ato que funcione contra essas ideias libertárias podem e devem ser combatidos pelo grupo. Eles afirmam que, no momento, estão inteiramente dedicados à procura dos suspeitos de terem cometido o crime.

O comunicado divulgado pelo grupo vai além. Eles afirmam que estão de olho em todos os que puserem a culpa somente nos estupradores.

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Dizem que irão identificar quem compartilhar os vídeos, quem os assistir e quem aceitar os fatos como aí estão. Estes serão expostos. 

O caso do estupro coletivo ganhou muita repercussão nas redes sociais, a partir desta quarta-feira, quando um homem divulgou, em sua conta de Twitter, um vídeo que mostrava o crime. A garota, cujo nome não foi divulgado para ser protegida de maiores ataques, acorda, desorientada e vulnerável. O homem a xinga e faz insinuações que dão a entender que um estupro aconteceu, e que mais de trinta pessoas participaram do crime. 

A vítima deu o seu depoimento na quinta-feira, onde afirmou que a única pessoa que era capaz de reconhecer era o seu próprio namorado, com quem mantinha uma relação de mais de três anos. Ele é conhecido na comunidade como 'Petão' e teria sido motivado a arquitetar o crime por causa de ciúmes, segundo afirma a avó da garota. 

Até o momento, três suspeitos já foram identificados pela polícia, que adiantou que a prisão preventiva de cada um deles será pedida de imediato.

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O caso atravessou as fronteiras e teve repercussão internacional. A maioria das publicações estrangeiras chama a atenção para o fato de que uma grande campanha contra a cultura do estupro começou a ganhar corpo nas redes sociais, e também que o fato aconteceu a menos de três meses da realização dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro.  #Violência #Casos de polícia