O Ministério Público do Estado não gostou nada de um 'trote' telefônico dado pelo prefeito de São Paulo #Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT). Nesta quinta-feira, 19, a entidade anunciou oficialmente que irá investigar o gestor da maior cidade do país por possível improbidade administrativa. Tudo ocorreu porque o prefeito divulgou uma falsa agenda oficial durante uma entrevista dada ao vivo para o comentarista Marco Antônio Villa, da Rádio Jovem Pan. O processo foi aberto pelo promotor Nelson Luís Sampaio Andrade. O Ministério Público de São Paulo agora quer saber se a divulgação falta fere os princípios da atuação pública, como moralidade, impessoalidade, publicidade, transparência e interesse público. 

Caso seja comprovado que o prefeito cometeu improbidade administrativa, ele poderia passar até por um processo que pode prejudicar o seu cargo.

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Isso porque mentir é incompatível com o decoro de um prefeito. Fernando Haddad agora será avisado sobre o processo e a partir do aviso tem até dez dias para prestar esclarecimentos. A situação gerou muita polêmica, já o comentarista que sofreu o trote seria considerado um jornalista contrário ao prefeito. A atitude de Haddad foi vista como "troco", tentando assim tirar a credibilidade do repórter. Internamente, o prefeito teria dito que sua defesa será em torno de que todos perceberam que o seu comentário não passava de uma grande brincadeira.  

São Paulo vive assim a judicialização dos governos, assim como está acontecendo de certa forma com o #Governo federal e com a companheira de partido de Haddad, a presidente afastada Dilma Rousseff. O seu rito de impeachment, por exemplo, foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ela recebeu 55 votos contrários dos Congressistas, o que levou a seu afastamento. A petista agora tenta se livrar da degola. No caso dela, seu advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, tentou pedir a anulação do processo de impeachment. Prevendo novas judicializações, o presidente do Supremo agora acompanhará as próximas sessões do Senado.  #PT