As imagens e um suposto vídeo publicado na internet nesta quinta (26), divulgaram um estupro coletivo de uma jovem de 16 anos, na Zona Oeste do Rio. A vítima seria usuária de drogas e estava desacordada durante toda a violência.

“O vídeo é chocante, eu assisti!”, disse a avó da adolescente que, segundo ela, tem um filho de 3 anos e costumava frequentar a comunidade desde os 13 anos de idade. “Ela tem muitas amigas lá, mas nenhuma apareceu na hora”, confirmou a senhora em entrevista à rádio CBN.

Um dos suspeitos de ter participado do abuso contra a menor já foi identificado pela Polícia Civil e terá a sua prisão decretada.

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Dois indivíduos que divulgaram as fotos da vítima desacordada também já foram reconhecidos e devem ter que prestar contas à polícia. As imagens postadas na internet foram publicadas junto com comentários agressivos e ainda com tons de humor. Embora a maioria desses divulgadores tenham deletado seus perfis, muitos se mobilizam para denunciá-los.

Só na ouvidora do Ministério Público do Rio, já chegaram mais de 800 denúncias contra as publicações feitas pela internet, que foi o que ajudou muito nas investigações. Os vídeos e fotos foram devidamente deletados da rede e encaminhados para a Delegacia Antissequestro.

A MPRJ já informou que o caso da moça que aparece desacordada nas fotos já está sendo apurado.

Segundo um pedido feito pelo Ministério Público, a partir de agora, todas as denúncias devem ter a finalidade de ajudar na identificação dos envolvidos, na obtenção de provas, endereços e fatos novos.

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Já a Comissão dos Direitos Humanos do Rio divulgou o desejo de que a investigação seja rapidamente apurada e que a punição dos envolvidos seja eficiente.

“Trata-se de um ato de barbárie e covardia”, afirmou o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Jefferson Moura.

A jovem violentada foi levada ao hospital nesta quinta (26) pela manhã, chegou com muitas dores e tomou um coquetel de medicamentos para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Quem tiver alguma informação sobre a identificação dos autores, basta enviar sua denúncia para o e-mail alessandrothies@pcivil.rj.gov.br, que é do Delegado responsável pela investigação, Alessandro Thies. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia