O presidente em exercício Michel Temer decidiu que a comunicação em seu #Governo terá uma nova vertente. Uma das mudanças mais significativas já pode ser vista na Empresa Brasil de Comunicação, a EBC, sigla que reúne diversas mídias estatais, a mais conhecida e cara delas é a TV Brasil. De acordo com uma reportagem publicada nesta quarta-feira, 25, pelo portal de notícias UOL, o indicado para o cargo de diretor-presidente da EBC por #Michel Temer, Laerte Rímoli, já chegou ao posto cancelando dezenas de contratos, alguns deles envolvendo nomes conhecidíssimos pelo público, como do jornalista Sidney Rezende. 

Os cancelamentos devem provocar a economia de milhões de reais aos cofres públicos, mas provocar, no entanto, um esvaziamento de conteúdo as mídias ligadas à EBC.

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Para que isso seja solucionado, novos contratos devem ser realizados no futuro. O objetivo da empresa de comunicação federal é o de promover cidadania e informação, dando menos espaço à opinião, especialmente de cunho político, seja para falar bem ou a favor do governo. 

Apenas em um dia, segundo o UOL, oito diretores e gerentes tiveram contratos encerrados. A saída mais polêmica foi de Ricardo Melo, indicado pela presidente afastada Dilma Rousseff. O diretor-presidente tenta na justiça reverter sua exoneração, alegando que seu mandato dura quatro anos e não precisa concomitar com o da presidência da república. 

Dispensas podem acontecer em breve e TV Brasil chegar ao fim 

A expectativa é que nos próximos dias outras 50 pessoas sejam dispensadas. Internamente, fala-se até na extinção da TV Brasil, aproveitando os concursados para trabalhar na NBR, que cuida dos eventos do governo, como a transmissão ao vivo de pronunciamentos do presidente e de Ministros.

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Além de Sidney Rezende, nomes como Mariana Kotscho, Moreira Leite, Emir Sader e Tereza Cruvinel foram dispensados. Algumas entrevistas e até eventos ao vivo foram cancelados. A exibição de um show de Mano Brown, por exemplo, deixou de acontecer. Ele fez protestos durante a Virada Cultural de São Paulo contra Michel Temer.