Um parecer entregue pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, na última sexta-feira, 06, ficou conhecido da grande imprensa nesta terça-feira, 10. Ele solicitou que o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivasse o pedido de #Impeachment entregue na Câmara dos deputados contra o vice-presidente, Michel Temer. Dessa forma, Janot acaba reforçando a tese de Júlio Marcelo, Procurador do Tribunal de Contas da União (TCU) junto ao Ministério Público que confirma que quem fez as pedaladas foi Dilma. A mesma tese também é abordada pelos advogados que formularam o processo que pode depôr Rousseff. 

A tese do procurador foi explicada no Senado, durante a comissão do impeachment e também no programa Roda Viva desta segunda-feira, 09.

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Julio explicou que o governo não cumpriu as metas fiscais e tirou dinheiro de bancos públicos para programas sociais, sempre adiando o pagamentos das dívidas, o que faz o bolo devido crescer cada vez mais. Isso é o que se configura como crise de responsabilidade fiscal, a base do processo construído por três mãos, o ex-Ministro Miguel Reale Junior, a advogada e Professora da USP, Janaína Paschoal, e Hélio Bicudo, um dos precursores do Partido dos Trabalhadores (PT). 

Para Rodrigo Janot, o impeachment contra Temer não pode ser aberto, pois diferente do que aconteceu com Dilma, os decretos assinados por ele não foram assinados depois do seu envio para o setor executivo do governo, que por projeto de lei pode alterar a meta fiscal do ano para o país, desde que essa seja aprovada. 

Essa foi justamente a tese defendida pelo deputado Federal Eduardo Cunha, que se recusou a aceitar abrir o procedimento contra Temer.

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Na época, ele não aceitou uma liminar do STF, assinada pelo Ministro Marco Aurélio Mello, que determinava a ação. O pedido agora do Procurador acaba reduzindo a quase nada o processo contra Temer, que deve ser esquecido nos próximos dias. A atitude de Janot ataca também a presidente Dilma, pois reforça que ela realmente cometeu os crimes de responsabilidade fiscal. Isso tudo evidenciado horas antes da votação que pode terminar com seu afastamento.  #Lula #Dilma Rousseff