De acordo com informações da jornalista Vera Magalhães do site da Revista Veja publicadas neste sábado, 21, as declarações do deputado federal afastado da presidência da Câmara, #Eduardo Cunha, do PMDB carioca, não foram entendidas na Procuradoria-Geral da República. Após dar depoimentos em uma sessão que pode culminar com a cassação de seu mandato, Cunha revelou a jornalistas que voltaria para o seu gabinete na segunda-feira, 23. No entanto, o mesmo parlamentar, segundo informações de 'O Globo', podeira recuar. Ele ainda conversaria sobre a questão com seus advogados.

Isso porque o parlamentar poderia criar um movimento de auto-martírio, além de desafiar a mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF).

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De acordo com Vera Magalhães, caso insista em voltar para a Câmara, o deputado estaria descumprindo uma decisão do STF. Com isso, segundo ela, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, poderia até solicitar a prisão do peemedebista, que mesmo afastado exerce enorme influência sobre dezenas de políticos.

Até mesmo o presidente em exercício, Michel Temer, evita falar bem ou mal de Cunha. Em entrevista dada ao 'Fantástico' no dia 15, ele disse um "tanto faz" para o fato de Eduardo poder voltar o não à presidência da Câmara. Aos deputados que podem cassá-lo, Eduardo disse que nunca teve conta no exterior e que tudo o que gastou fora do país foi declarado à Receita Federal. De acordo com ele, o que não foi declarado era uma "trust", criada ainda nos anos de 1980, antes da criação de leis sobre contas no exterior.

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Cunha explicou que a "trust" não pode ser declarada porque não é dele, mas as explicações não tem convencido muito os políticos e também boa parte dos brasileiros.

Nesta sexta-feira, 20, ele deu uma entrevista ao 'Mariana Godoy Entrevista', da RedeTV!. Ele se recusou na conversa, por exemplo, a ser comparado a um personagem de um seriado político americano. Cunha revelou ainda que pretende reverter a decisão do Supremo e voltar a ocupar o mandato que lhe é de direito.  #Governo #PT