A presidente Dilma Rousseff agora também está na mira da Procuradoria-Geral da República (PGR), através do Procurador Rodrigo Janot. De acordo com informações do jornal O Globo em reportagem publicada nesta terça-feira, 03, o órgão público deve ainda solicitar investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também Aloízio Mercadante, atual Ministro da educação. Todos eles terão o pedido de apuração feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas não pelos mesmos motivos. No caso da presidente, a investigação é sobre indicações para cargos públicos. A procuradoria quer averiguar se duas nomeações foram crime, uma, a mais conhecida, é a de #Lula para o Ministério da Casa Civil.

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A outra é do Ministro Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. Especula-se que o cargo foi dado a Navarro para que ele pudesse de alguma forma atrapalhar a Lava Jato. 

Já Lula e Mercadante podem ser investigados por outro inquérito, o da Lava Jato. Para que este seja aberto, depende que Teori Zavascki, Ministro do STF, dê uma autorização. Isso porque, com exceção de Lula, todos os envolvidos tem foro privilegiado, cabendo, portanto, apenas ao Supremo fazer esse tipo de autorização. Contra Dilma, os investigadores devem analisar sua conduta, escalando o ex-presidente para um cargo com foro privilegiado logo após a sua prisão preventiva ser solicitada pelo Ministério Público de São Paulo por conta do caso do Tríplex. Já o ex-presidente deve ter seu inquérito solicitado após as delações premiadas do Senador Delcídio do Amaral, ex-líder do Partido dos Trabalhadores (PT).

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Além das delações, gravações interceptadas com a autorização do juiz federal Sérgio Moro dão indicativos de que pudesse existir uma influência de Lula contra a Lava Jato. Não há um prazo para que o STF responda ao pedido da procuradoria geral da república, que sequer foi realizado oficialmente. Há quem acredite que se isso ocorrer será apenas após o dia 11, data em que o Senado Federal decide os rumos da Dilma no governo, escolhendo pelo seu afastamento ou não.  #Dilma Rousseff #Impeachment