O deputado federal Jean Wyllys, eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, recebeu uma condenação da Justiça do Distrito Federal, que mandou que ele pague uma indenização de R$ 40 mil por contra de um post realizado no Facebook em 2015. A punição é baseada em danos morais e ocorreu após Jean ter 'zoado' manifestantes pró-impeachment. Desembargadores da Quinta Turma Cível da Justiça do DF consideraram a imagem publicada pelo parlamentar ofensiva. O processo foi movido por uma das representantes do grupo 'Revoltados Online', Beatris Kicis. Além da indenização, a publicação ofensiva precisa ser retirada da internet. Ainda cabe recurso do deputado. 

O político, que votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff no dia 17 de abril, está em viagem ao Uruguai, integrando um grupo do parlamento no Mercosul.

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Ele voltará ao Brasil antes do feriado. Em nota enviada ao G1, o gabinete do deputado disse que recorrerá da decisão dada na justiça do Distrito Federal. Segundo o staff de Jean Wyllys, a condenação contraria decisões dadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendem que parlamentares tem imunidade na justiça comum. 

A polêmica postagem mostra uma montagem com manifestantes no gabinete do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB. No protesto, os militantes pró-impeachment aparecem com as mãos e os dedos indicadores erguidos, sinalizando o apoio à abertura de um processo contra a hoje presidente afastada Dilma Rousseff. A foto, de acordo com o G1, teria sido realizada em maio de 2015.  "Levanta a mão quem quer receber uma fatia dos 5 milhões", dizia a legenda da imagem publicada no Facebook oficial de Jean. 

No dia da votação do impeachment, Jean protagonizou uma cena que repercutiu imensamente em toda mídia.

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Após supostamente ter recebido comentários homofóbicos do deputado federal Jair Bolsonaro - do PSC do Rio de Janeiro - ele cuspiu no parlamentar. O também deputado e filho de Jair, Flávio, acabou cuspindo de volta.  #Governo #Crime