O 18 de maio ficou gravado para sempre na memória de Carlos Cabrera Crespo, irmão da jovem Araceli que foi raptada, estuprada e morta no ano de 1973. A partir desse acontecimento, esta data passou a ser considerada o ¨Dia de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes¨ no Brasil.

A menina nasceu na cidade de são Paulo, em 1964, mas logo sua família se mudou de Cubatão por conta da poluição.  Quando bebê, Araceli tinha muitos problemas de bronquite, então o médico aconselhou que toda família se mudasse para um lugar onde o ar fosse menos poluído.

O lugar perfeito foi no Espírito Santo, no bairro de Jaburuna em Vila Velha, onde a família logo se acomodou.

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 Os irmãos estudavam na mesma escola, isso porque os pais se preocupavam muito com Araceli.

Quando o pai decidiu se mudar para outro bairro para ficar mais próximo do seu trabalho que era no Porto de Tubarão, os irmãos tiveram que estudar separados, pois a escola onde Carlos estudava não aceitava meninas.  Araceli então foi estudar na escola São Pedro.

¨Nós tínhamos muita convivência e sinto muito a falta dela e apesar de fazer tanto tempo, ainda penso nela todos os dias¨, disse Carlos que agora mora no Canadá, lembrando a memória da irmã.

A última vez que a menina teria sido vista, estava brincando com um gato em um bar entre o cruzamento das avenidas Ferreira Coelho e Cézar Hilal em Vitória. Logo à noite, o pai, Gabriel Sanchez Crespo, deu parte na polícia e iniciou a procura pela filha.

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O corpo de Araceli foi encontrado só no dia 24 de maio em uma mata atrás do Hospital Infantil de Vitória, estava desfigurado e em estado avançado de decomposição.

Na época em que foi morta, Araceli tinha apenas 8 anos e segundo as investigações, ela teria sido sequestrada, drogada, violentada sexualmente, morta e depois queimada.  Esse ano, no dia 18 de maio, faz 43 anos que ela morreu.

Embora já tenham se passado muitos anos depois do ocorrido, ainda não houve punições em relação ao #Crime uma vez que, após prisão, julgamento e absolvição dos acusados, o processo acabou sendo arquivado pela justiça.

O juiz que julgou o caso, Paulo Copolilo, gastou cinco anos estudando o processo e, por fim, escreveu uma sentença de mais de 700 páginas que absolvia todos os acusados por falta de provas. #Investigação Criminal #Casos de polícia