O senador Romero Jucá, eleito pelo PMDB de Roraima, voltou ao Congresso nesta terça-feira, 24, após ser exonerado do cargo de Ministro do Planejamento do #Governo do Presidente em exercício Michel Temer. Em seu retorno, Romero deu declarações duras contra colegas. Um dos que sofreram ataques foi o Senador Telmário Mota, eleito no mesmo reduto político de Jucá, o estado de Roraima, Telmário, de acordo com informações do jornal 'O Estado de São Paulo', protocolou um pedido contra o ex-Ministro do Planejamento no Conselho de Ética do Senado.

Nos argumentos de Telmário para fazer a representação no conselho de ética estão acusações, tais como, a suposta quebra de decoro de Jucá durante uma conversa exposta nessa semana em que ele tramaria contra a principal investigação em vigor no Brasil, a Lava Jato.

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Romero negou que tenha tentado obstruir o trabalho do juiz federal Sérgio Moro e relatou que se afastou até que a Procuradoria-Geral da República decida se ele cometeu qualquer equívoco durante áudio gravado "à revelia".

No Congresso, o ex-Ministro disse que qualquer representação contra ele é "ilegítima". Segundo ele, o autor das investigações é um "bandido" e que estaria com a própria esposa sendo presa. Romero então cita o nome de Telmário e diz que ele roubou a Assembleia Legislativa do Estado de Roraima, pegando o dinheiro da instituição para se sustentar. "Ele é um desqualificado", continuou Jucá ao tecer suas críticas contra o colega Senador do mesmo estado em que foi eleito. Em seguida, ele criticou o outro autor da representação protocolada no Conselho de Ética do Senado, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. 

De acordo com o Senador, Carlos Lupi não merece nenhum tipo de fala e revelou que qualquer coisa que parta do PDT para ele é uma "brincadeira".

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Os adversários políticos do ex-Ministro não comentaram o ataque sofrido no Senado. Em outra fala em sua volta, Jucá acusou a presidente afastada Dilma Rousseff de cometer um "golpe" nas eleições de 2014, usando a campanha do "medo" para difamar os então candidatos Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva, que concorria pelo PSB, mas que agora está na Rede.  #Crime #Michel Temer